
Um elefante-marinho foi avistado em praias de Maceió nesta terça-feira, 18 de março, após ser registrado também em Barra de Santo Antônio e Paripueira, no Litoral Norte de Alagoas. O Instituto Biota de Conservação vem acompanhando o animal desde 11 de março e reforça que não divulgará o local exato para evitar a aproximação dos curiosos. O elefante-marinho está passando pelo período de muda de pele e deve permanecer na região por alguns dias.
O biólogo e pesquisador Bruno Stefani, do Instituto Biota, destaca que a principal dificuldade no monitoramento tem sido a interação das pessoas com o animal. Ele explica que a presença humana causa desconforto ao elefante-marinho, que emite sons de ameaça, abandona o local de descanso e se retira para o mar, algo prejudicial para sua economia de energia necessária durante a troca de pelagem para depois retornar ao habitat original.
O Biota reforça que o elefante-marinho não está encalhado nem necessita de resgate, pois sua presença na areia é um comportamento natural durante esse período. Além disso, há riscos também para as pessoas, já que se trata de um animal selvagem e de grande porte, que pode reagir agressivamente e causar ferimentos graves se se sentir ameaçado.
O monitoramento conta com a participação do Biota, ICMBio, Ibama, Instituto do Meio Ambiente (IMA), prefeituras locais e apoio do Batalhão Ambiental, quando necessário. As equipes realizam a localização do animal, isolamento da área, orientação à população, registro do comportamento, avaliação clínica, coleta de material biológico e acionamento de apoio policial em caso de interferências. A população é orientada a manter distância e, ao avistar o elefante-marinho, deve acionar o telefone (82) 99115-2944.
O instituto reforça que o elefante-marinho precisa de repouso e que a melhor contribuição é deixar o animal em paz, evitando qualquer tipo de contato ou alimentação. Essa ação visa preservar a segurança do animal e das pessoas, garantindo o bem-estar durante sua estadia na região.