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Excesso de videogame pode prejudicar saúde de jovens, revela estudo
16 de janeiro de 2026 / 16:56
Foto: Divulgação

Um estudo internacional recente revela que o excesso de videogame pode causar impactos negativos na saúde dos jovens. A pesquisa aponta que ultrapassar 10 horas semanais jogando está associado a uma pior qualidade alimentar, alterações no sono e aumento do índice de massa corporal (IMC).

Realizado por pesquisadores da Universidade Curtin, na Austrália, e publicado na revista científica Nutrients, o estudo avaliou 317 estudantes universitários com idade média de 20 anos, provenientes de cinco instituições australianas. Os participantes foram divididos em três categorias conforme o tempo dedicado aos jogos: jogadores ocasionais (até 5 horas por semana), moderados (entre 5 e 10 horas) e assíduos (mais de 10 horas semanais).

Os dados mostraram que os jovens que jogavam videogame por mais de 10 horas apresentaram uma dieta de qualidade inferior e maior prevalência de obesidade em comparação aos demais grupos. O IMC mediano dos jogadores assíduos foi 26,3 kg/m², acima do recomendado para a faixa saudável, enquanto jogadores ocasionais e moderados apresentaram índices de 22,2 kg/m² e 22,8 kg/m², respectivamente.

Mario Siervo, pesquisador da Escola de Saúde Populacional da Universidade Curtin e coautor do estudo, destaca que cada hora extra de videogame por semana esteve ligada à redução da qualidade alimentar, mesmo considerando fatores como atividade física, estresse e outros hábitos. Segundo ele, “o problema principal não está nos jogos em si, mas no uso excessivo deles”.

Os autores ressaltam que o estudo não comprova uma relação direta de causa e efeito, mas identifica um padrão claro entre o alto tempo dedicado aos jogos eletrônicos e fatores de risco para a saúde. Foi observado ainda que muitos participantes começaram a jogar ainda na infância, ampliando progressivamente o tempo de jogo até a vida adulta, indicando que esses hábitos tendem a permanecer.

Como sugestão, os pesquisadores recomendam intervenções educativas que promovam práticas mais equilibradas, como definir limites para o tempo de jogo, realizar pausas regulares, evitar jogar antes de dormir e escolher lanches mais saudáveis durante o lazer. Essas ações podem contribuir para reduzir os impactos negativos relacionados ao excesso de videogame.

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