
Mais de 100 aves marinhas foram encontradas encalhadas em 2026 ao longo do litoral de Sergipe, justamente durante o período migratório dessas espécies. Diante da situação, a Fundação Mamíferos Aquáticos reforçou orientações importantes para a população sobre como agir ao se deparar com esses animais.
As aves marinhas — como gaivotas, pinguins, fragatas e pelicanos — formam um grupo diverso, com cerca de 150 espécies registradas na costa brasileira. Durante a migração, elas percorrem longas distâncias em busca de melhores condições climáticas e alimentação. Esse esforço intenso pode fazer com que algumas cheguem debilitadas ao litoral, aumentando os casos de encalhe.
A FMA orienta que, ao encontrar uma ave marinha:
- Não toque no animal, esteja ele vivo ou morto
- Mantenha distância, evitando estresse ou possíveis riscos à saúde
- Afaste animais domésticos, prevenindo ataques ou transmissão de doenças
- Acione imediatamente o resgate, pelos telefones 0800 079 3434 ou (79) 99130-0016
Em casos de contato acidental, a recomendação é lavar bem as mãos com água e sabão. Caso surjam sintomas como os de gripe, é importante procurar atendimento médico.
O serviço da fundação funciona continuamente e atende não apenas aves, mas também mamíferos marinhos e tartarugas. A atuação rápida da população ao identificar um animal em risco é fundamental para aumentar as chances de resgate e reabilitação.
Esse período migratório reforça a importância da conscientização ambiental. A colaboração dos moradores e visitantes do litoral sergipano é essencial para garantir a proteção dessas espécies e contribuir para que elas possam seguir sua rota com segurança.