
As exportações brasileiras de produtos de alta tecnologia cresceram 7,7% em 2025, segundo levantamento divulgado pela Confederação Nacional da Indústria. Apesar do avanço, os números ainda mostram um desafio histórico da indústria nacional: o Brasil continua exportando muito mais produtos básicos do que tecnologia de alto valor agregado.
Tecnologia ainda representa pequena parte das exportações
Segundo os dados:
- os produtos de alta tecnologia somaram US$ 9,1 bilhões;
- representando apenas 2,7% das exportações brasileiras.
Enquanto isso, os produtos de baixa intensidade tecnológica movimentaram:
- US$ 130,7 bilhões;
- equivalentes a 37,5% das vendas externas do país.
Na prática, o Brasil ainda exporta cerca de 15 vezes mais produtos básicos do que produtos tecnológicos.
País ainda depende de commodities
Grande parte da pauta exportadora brasileira continua concentrada em:
- minério;
- petróleo;
- soja;
- carne;
- produtos agrícolas;
- matérias-primas.
Já os segmentos ligados:
- à inovação;
- semicondutores;
- inteligência artificial;
- biotecnologia;
- equipamentos eletrônicos;
ainda possuem participação reduzida.
Nordeste tenta ganhar espaço na nova indústria
Mesmo assim, alguns movimentos começam a aparecer no Nordeste em Estados como, Pernambuco, Ceará, Bahia, Paraíba já vêm ampliando investimentos em: tecnologia, energia, data centers, inovação industrial, inteligência artificial e economia digital.
Universidades nordestinas também começam a ganhar destaque em:
- patentes;
- softwares;
- pesquisa aplicada;
- desenvolvimento tecnológico.
Crescimento tecnológico virou questão estratégica
O avanço da tecnologia deixou de ser apenas questão de inovação.
Hoje, virou tema ligado:
- à economia;
- soberania industrial;
- competitividade global;
- geração de empregos qualificados.
Países que conseguem exportar tecnologia acabam:
- produzindo mais riqueza;
- pagando melhores salários;
- atraindo investimentos;
- e fortalecendo suas indústrias.
Brasil vive disputa silenciosa na nova economia
O cenário mostra que o país vive hoje uma espécie de disputa silenciosa:
continuar dependente de commodities…
ou ampliar sua participação na economia tecnológica global.
E isso envolve:
- indústria;
- universidades;
- infraestrutura;
- pesquisa;
- energia;
- logística;
- mão de obra qualificada.
Porque no mundo atual, quem domina tecnologia não vende apenas produto: Vende influência econômica.
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