
O lançamento mais aguardado e polêmico da indústria automotiva de luxo foi oficialmente revelado. A Ferrari apresentou em Roma o Luce (que significa “luz” em italiano), o primeiro modelo 100% elétrico da icônica fabricante de Maranello.
No entanto, o sedã de quatro portas e cinco lugares foi recebido com forte ceticismo por fãs, investidores e figuras lendárias da própria escuderia, devido ao seu design visivelmente menos agressivo que os tradicionais supercars da marca.
Desenvolvido em parceria com Jony Ive (ex-diretor de design da Apple), o modelo entrega números superlativos na ficha técnica: são 1.113 cavalos de potência distribuídos por quatro motores elétricos, aceleração de 0 a 100 km/h em apenas 2,5 segundos e preço estimado em torno de 550 mil euros (aproximadamente R$ 3,5 milhões na cotação atual).
🏎️ “Isso corre o risco de destruir uma lenda”, dispara di Montezemolo
Se os indicadores de performance impressionam os entusiastas da tecnologia, a reação nos bastidores do automobilismo tradicional foi implacável. Luca di Montezemolo, homem que presidiu a Ferrari entre 1991 e 2014 — comandando a era mais dominante da equipe na Fórmula 1 com Michael Schumacher —, não poupou duras críticas ao novo posicionamento de mercado.
Durante um fórum executivo em Roma, Montezemolo foi categórico sobre os riscos da eletrificação total da marca: “Se eu dissesse o que realmente penso, estaria magoando a Ferrari. Isso corre o risco de destruir uma lenda, e eu lamento profundamente”.
O ex-mandatário foi além e pediu de forma irônica que a fabricante retire o tradicional logotipo do Cavallino Rampante (o cavalo empinado) da carroceria do sedã elétrico.
📉 Reação do mercado financeiro e a estratégia de Maranello
O ceticismo não ficou restrito ao ambiente editorial e aos fãs apaixonados. O mercado financeiro reagiu de forma imediata ao anúncio: as ações da montadora registraram queda acentuada de 8% na Bolsa de Milão e recuaram cerca de 5% em Nova York logo após a cerimônia oficial, refletindo a aversão inicial de grandes analistas ao formato disruptivo adotado para o veículo.
Apesar das pressões, a fabricante italiana defende a injeção bilionária na engenharia de eletrificação. A estratégia corporativa visa atingir uma nova fatia de consumidores conectados à tecnologia que antes não faziam parte da carteira de clientes da marca.
Para tentar reter a conexão emocional do público, a montadora implementou um sistema que amplifica as vibrações reais produzidas pelos inversores elétricos, gerando uma assinatura sonora mecânica exclusiva, em vez de simular o rugido artificial de um motor V12 a combustão. As entregas globais do Luce estão previstas para começar ainda no segundo semestre de 2026.
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Qual é o preço e a potência do novo carro elétrico da Ferrari?
O Ferrari Luce, primeiro modelo elétrico da marca, custa cerca de 550 mil euros (R$ 3,5 milhões), entrega 1.113 cavalos de potência e acelera de 0 a 100 km/h em 2,5 segundos.
Quem desenhou o novo carro elétrico da Ferrari?
A arquitetura de design do Ferrari Luce foi desenvolvida em parceria com o designer britânico Jony Ive, conhecido por seu histórico de liderança criativa na Apple.