
A frota de veículos eletrificados, que inclui carros elétricos e híbridos, apresentou um crescimento expressivo no Brasil durante o ano de 2025. Segundo levantamento da NeoCharge, baseado em dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), o número de veículos desse tipo em circulação atingiu 613.389 unidades ao final do ano.
Esse total representa um aumento de 63,86% em comparação a dezembro de 2024, quando a frota contabilizava 374.333 veículos. Mesmo na ausência de incentivos federais diretos para a aquisição desses modelos, fatores como economia de combustível, avanços tecnológicos e restrições nas grandes cidades têm impulsionado a demanda por veículos eletrificados.
O estudo destaca que os veículos híbridos continuam dominando o mercado brasileiro de eletrificados. Do total registrado em 2025, 259.060 são híbridos convencionais (HEV), 200.244 são híbridos plug-in (PHEV) e 154.085 são veículos totalmente elétricos (EV).
Esse crescimento acompanha a ampliação da oferta de modelos no mercado e a entrada de novas montadoras. No ranking de fabricantes com maior presença de veículos eletrificados no país, a BYD lidera com 203.651 unidades, seguida pela Toyota, com 130.724, e a GWM, com 72.643 veículos. Recentemente, outras marcas internacionais como Geely, Leapmotor, Jetour e Foton iniciaram ou ampliaram suas operações no Brasil.
A cidade de São Paulo concentra a maior frota de veículos eletrificados do Brasil, com 86.681 unidades, representando 44,15% do total registrado no estado, que soma 196.344 veículos. Entre os modelos mais populares estão o Toyota Corolla Cross, com 63.557 unidades, seguido pelo Toyota Corolla com 45.408, BYD Song Plus com 42.221, BYD Dolphin Mini com 35.212 e BYD Dolphin com 29.699 unidades.
A expansão da frota revela uma tendência clara de crescimento da eletrificação da mobilidade no país, impulsionada pela maior oferta de modelos e a chegada de novas marcas ao mercado brasileiro. Esse cenário demonstra como o Brasil está avançando no uso de tecnologias mais sustentáveis para transporte, mesmo diante da falta de incentivos governamentais diretos.