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Pesquisa brasileira usa nanotecnologia para reduzir crescimento de tumores
10 de março de 2026 / 10:29
Foto: Divulgação

Uma pesquisa da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) revelou avanços promissores no tratamento do câncer por meio do uso da nanotecnologia. O estudo demonstrou, em testes laboratoriais, que a aplicação de nanopartículas pode reduzir o crescimento de tumores em até 99,6%, apontando uma nova direção para a quimioterapia mais eficiente e com menos efeitos colaterais.

O projeto recebeu apoio do Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), além da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul (Fundect). O foco da pesquisa foi o desenvolvimento de nanopartículas de sílica, estruturas extremamente pequenas, milhares de vezes menores que um fio de cabelo, que atuam como veículos para transportar medicamentos diretamente até as células cancerígenas.

Esse método permite aumentar a precisão na aplicação da quimioterapia, minimizando o impacto do medicamento em células saudáveis e, consequentemente, reduzindo os efeitos colaterais. Conforme explicou o professor Marcos Utrera Martines, responsável pelo estudo, o design das nanopartículas foi planejado para manter a eficácia dos medicamentos mesmo em doses menores, evitando a disseminação e o crescimento das células tumorais.

Nos experimentos realizados com os medicamentos citarabina e doxorrubicina, muito usados em tratamentos oncológicos, a combinação associada às nanopartículas apresentou resultados incríveis, com uma redução de até 99,6% no crescimento tumoral e diminuição superior a 90% no peso das massas tumorais analisadas. A pesquisa também utilizou ácido fólico para melhorar o direcionamento do fármaco, já que muitas células cancerígenas possuem receptores que facilitam a absorção da substância, otimizando o tratamento.

Além do sucesso nos testes, o projeto já conta com pedidos de patente e possui potencial para ser transferido ao setor produtivo e ao Sistema Único de Saúde (SUS). Os pesquisadores acreditam que essa inovação pode revolucionar os tratamentos oncológicos, tornando-os mais eficazes e menos agressivos para os pacientes, contribuindo para avanços importantes no combate ao câncer.

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