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Pagamentos autônomos e o impacto dos robôs de IA no mercado financeiro
26 de abril de 2026 / 11:22
Foto: Divulgação

O avanço das ferramentas de Inteligência Artificial (IA) tem provocado uma transformação significativa nos processos tecnológicos, apresentando soluções práticas e gerando debates sobre sua viabilidade. Recentemente, no Brasil, foi realizada a primeira transação comercial agêntica, na qual um “robô” operado por um prompt buscou e pagou por um serviço de forma autônoma. Essa inovação foi fruto de uma colaboração entre Banco do Brasil e Visa, marcando um importante passo na automação dos pagamentos no país.

Segundo o economista especialista em IA, Rodrigo Jovê, essa operação, embora comum em termos tecnológicos, demonstra um avanço importante na automação prática das tarefas diárias. Ele ressalta que, antes, era necessário fornecer dados do cartão e ter conhecimentos técnicos para criar tais ferramentas. Contudo, essa transação agêntica foi realizada com um nível de segurança mais robusto, garantindo maior proteção dos dados bancários e aumentando a confiança dos usuários.

Na prática, o usuário configurou o agente para buscar uma passagem aérea, definindo destino, faixa de preço, e autorizou o pagamento autônomo dentro desses parâmetros. A segurança da transação foi garantida por meio de autenticação, tokenização e rigorosos controles na rede Visa, enquanto o Banco do Brasil emitiu o cartão utilizado. Rodrigo Cury, presidente da Visa no Brasil, afirma que essa iniciativa prepara o mercado para uma nova geração do comércio digital, elevando a conveniência e eficiência no varejo.

O especialista destaca que a transação agêntica abre caminho para que processos de automação se integrem ao cotidiano, já que o protocolo MCP permite ampla integração plug-and-play no universo das IAs. Isso poderá impactar diversos setores, desde buscas e relatórios até gestão de marketing e estoques, automatizando tarefas técnicas com alta eficácia.

Por outro lado, o advogado André Cabral, especialista em Direito Digital, enfatiza a responsabilidade jurídica que acompanha esses avanços. Caso haja falhas na operação, é essencial identificar se a culpa é da plataforma, do sistema automatizado ou do próprio usuário. Normalmente, o fornecedor do serviço responde pelos prejuízos conforme o Código de Defesa do Consumidor, não podendo se eximir alegando o uso do algoritmo.

A aplicação de agentes autônomos em pagamentos ainda está no início no Brasil. Segundo Davi Delgado Clerot, do Sicredi Evolução, essa tecnologia é mais adequada para instituições financeiras com grande volume operacional, pois requer avaliação cuidadosa para assegurar governança, compliance e proteção de dados. O Sicredi já vem potencializando processos com IA, especialmente na prevenção e detecção de fraudes.

Rodrigo Jovê prevê que agentes autônomos poderão permitir a automação quase total de empresas, com processos como reposição de estoque ocorrendo sem intervenção humana. No entanto, ele ressalta que é necessário aprimorar a integração entre IA e realidade local, especialmente considerando os custos para adaptar a infraestrutura das empresas.

Por fim, André Cabral orienta que, apesar dos benefícios da Inteligência Artificial, o consumidor deve manter vigilância e não delegar totalmente o controle para as máquinas. A inovação é positiva, mas a ingenuidade digital deve ser evitada, garantindo que a IA seja parceira, e não controladora, das decisões pessoais.

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