
No Ceará, a adoção tem surgido como uma esperança para muitas mulheres que desejam viver a experiência da maternidade. Luciana Vasconcelos Lima, psicóloga, encontrou na adoção a realização de um sonho que parecia distante após enfrentar dificuldades para engravidar. Após compreender o processo legal e iniciar os trâmites necessários, em 2021, Luciana e o marido receberam a notícia que mudaria suas vidas: poderiam finalmente levar seu filho para morar com eles. Para ela, o encantamento com a maternidade adotiva aconteceu imediatamente, mesmo diante de todos os desafios que a experiência traz.
De acordo com o Sistema Nacional de Adoção, o Ceará tem atualmente 1.030 crianças e adolescentes em unidades de acolhimento, dos quais 191 aguardam pais pretendentes, enquanto 78 estão quase prontos para serem integrados às famílias adotivas. A Defensoria Pública do Ceará é uma das principais instituições que auxiliam os interessados, guiando-os pelo sistema e facilitando o início do processo legal após a vinculação com a criança ou adolescente.
Jacqueline Pimenta, auxiliar administrativa, é outra mãe que vive o valor da adoção no estado. Ela iniciou o processo em 2015 e em 2020 conheceu Luísa, a criança que viria a se tornar sua filha. A conexão foi imediata, e desde então, Jacqueline compartilha com a filha momentos cheios de afeto, chamando Luísa de seu “presente de Deus” e companheira de aventuras. Para Jacqueline, todo o tempo de espera e as etapas legais do processo de adoção valem a pena diante do vínculo construído.
Em apoio a quem deseja seguir esse caminho, a Defensoria Pública do Ceará promove até 20 de maio inscrições para um mutirão de orientações sobre a adoção de crianças e adolescentes. O evento será realizado nos dias 25, Dia Nacional da Adoção, e 26 de maio, oferecendo suporte para quem busca adotar via Cadastro de Adoção ou regularizar adoções socioafetivas. Esses esforços reforçam a importância e a possibilidade de mães encontrarem na adoção uma forma de doar amor e transformar vidas.