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Maternidade na Bahia: Mulheres optam por ter filhos mais tarde
5 de maio de 2026 / 20:25
Foto: Divulgação

Maternidade na Bahia: Mulheres optam por ter filhos mais tarde

O perfil da maternidade na Bahia passou por uma transformação profunda na última década, segundo dados do Censo Demográfico 2022 do IBGE. Atualmente, as mulheres baianas estão se tornando mães em idades mais avançadas e optando por famílias menores. Esse movimento contribui diretamente para a redução contínua da taxa de fecundidade em todo o estado.

Em 2022, o levantamento identificou cerca de 4,083 milhões de mulheres que já foram ou são mães na Bahia. Esse contingente representa 65,8% das mulheres com 12 anos ou mais, superando ligeiramente a média nacional de 65,2%. Por outro lado, em Salvador, a proporção de mães é de 59,8%, registrando a quarta menor taxa entre as capitais do país.

Envelhecimento da maternidade e queda na fecundidade

O Censo aponta uma inversão clara na faixa etária das mulheres que decidem ter filhos. Entre 2010 e 2022, o número de mães com até 34 anos caiu 24,8% no estado. Simultaneamente, o grupo de mães a partir de 35 anos cresceu 28%, somando agora 3,138 milhões de mulheres. Consequentemente, quase 8 em cada 10 mães baianas possuem 35 anos ou mais atualmente.

Além da idade tardia, as baianas estão tendo menos filhos. O total de filhos nascidos caiu 6,9% no período, registrando a segunda maior queda do Brasil. Dessa forma, a taxa média de fecundidade despencou de 2,40 em 2000 para apenas 1,55 em 2022. Esse índice coloca a Bahia abaixo da taxa de reposição populacional, que é de 2,10 filhos por mulher.

Escolaridade e raça influenciam o número de filhos

O estudo do IBGE também revela que fatores sociais e econômicos impactam diretamente a maternidade. Mulheres com ensino superior completo, por exemplo, possuem a menor taxa de fecundidade, com média de 1,13 filho. Além disso, a análise por cor ou raça apresenta variações importantes:

  • Mulheres Indígenas: Apresentam a maior taxa média, com 2,02 filhos.
  • Mulheres Pardas: Registram média de 1,61 filho por mulher.
  • Mulheres Pretas: Possuem taxa de 1,55, empatando com a média estadual.
  • Mulheres Brancas: Apresentam a menor média de fecundidade, com 1,37 filho.

Essas mudanças refletem as novas dinâmicas sociais e educacionais vividas no estado da Bahia. Para acompanhar o impacto demográfico detalhado, você pode acessar o portal oficial do IBGE. Da mesma forma, confira as estatísticas de saúde materna no site do Ministério da Saúde. Fique atento às tendências que desenham o futuro da população baiana.

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