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Minerais críticos destacam o Nordeste no cenário global de mineração estratégica
8 de maio de 2026 / 13:10
Foto: Divulgação

A aprovação da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos representa um marco importante para o setor mineral brasileiro, com o Nordeste emergindo como uma das regiões com maior potencial de crescimento na exploração desses recursos. O projeto prevê incentivos, prioridade de licenciamento e a criação de um fundo que pode alcançar até R$ 5 bilhões para viabilizar projetos estratégicos, o que deve impulsionar significativamente o desenvolvimento regional.

No último encontro realizado entre o presidente Lula e o ex-presidente Trump nos Estados Unidos, o tema dos minerais críticos foi discutido, embora o interesse por parte da delegação americana tenha sido menor do que o esperado, apesar da importância estratégica do assunto para a economia global.

Minerais críticos são essenciais para tecnologias modernas, especialmente na transição para a energia limpa, envolvendo aplicações como turbinas eólicas, baterias, carros elétricos, smartphones e equipamentos de defesa. As terras raras, por exemplo, são fundamentais nesse processo, e o Brasil possui a segunda maior reserva mundial com aproximadamente 21 milhões de toneladas, embora apenas 25% do território nacional tenha sido mapeado até o momento, revelando um vasto potencial ainda por explorar.

O Nordeste, apesar de não possuir a única mina atualmente em operação no país – localizada em Goiás –, concentra áreas promissoras em vários estados. Na Bahia, destaca-se a produção mundialmente significativa de vanádio, além de depósitos de terras raras, níquel, grafite e cobre. O Ceará apresenta estudos avançados para a exploração de lítio, além de fosfato e grafite. No Rio Grande do Norte, há histórico de exploração de tungstênio e potencial para terras raras, enquanto a Paraíba concentra pegmatitos ricos em minerais raros como lítio e tântalo. O Piauí mostra expansão no setor mineral com foco em fosfato, níquel e terras raras, e Pernambuco tem potencial inicial para minerais estratégicos, com gipsita já consolidada.

O debate sobre a soberania na exploração e beneficiamento dos minerais também ganhou força com a nova legislação, que discute o controle sobre essas atividades, a participação de capital estrangeiro e a agregação de valor dentro do país. A criação do fundo bilionário para o setor, com aporte inicial de R$ 2 bilhões e possibilidade de ampliação para R$ 5 bilhões, reforça o compromisso com o desenvolvimento sustentável e estratégico do mercado mineral.

O crescimento global da demanda por energia limpa projeta uma oportunidade única para o Brasil e especialmente para o Nordeste, região que poderá captar novos investimentos, gerar empregos e fomentar o desenvolvimento industrial. Assim, o Nordeste, historicamente distante do eixo da mineração estratégica, passa a ocupar um papel de destaque no futuro da economia global, com um potencial ainda pouco explorado que pode se expandir nos próximos anos.

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