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Ministério da Saúde não inclui medicamento para proteção dos rins no SUS
19 de fevereiro de 2026 / 18:20
Foto: Divulgação

O Ministério da Saúde anunciou que não irá incorporar ao Sistema Único de Saúde (SUS) o medicamento finerenona, indicado para o tratamento da doença renal crônica (DRC) nos estágios 3 e 4 associada ao diabetes tipo 2. A decisão foi oficializada em publicação no Diário Oficial da União, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde da pasta.

Com a determinação, os pacientes atendidos pela rede pública continuarão tendo acesso apenas às terapias já disponibilizadas no SUS para o manejo da doença renal crônica e do diabetes tipo 2. A avaliação para incorporação de novos medicamentos no sistema público leva em conta critérios como evidências científicas, custo-efetividade, impacto orçamentário e benefícios clínicos comparados às alternativas já existentes.

A finerenona, produzida no Brasil pela Bayer S.A., é indicada para proteger os rins de pacientes com diabetes tipo 2 que apresentam comprometimento renal significativo. Em estágios mais avançados da doença, o excesso de glicose no sangue pode ativar receptores mineralocorticoides, desencadeando processos inflamatórios nos vasos sanguíneos dos rins. Isso contribui para o aumento da perda de proteínas pela urina — condição conhecida como albuminúria — e acelera a cicatrização do tecido renal, levando à perda progressiva da função dos rins.

O medicamento atua bloqueando esses receptores, reduzindo a inflamação e a perda de proteínas, o que pode ajudar a retardar a progressão da doença renal crônica. Em alguns casos, esse efeito pode postergar ou até evitar a necessidade de diálise, além de diminuir o risco de complicações cardiovasculares associadas.

Em nota técnica, o Ministério da Saúde destacou que o diabetes tipo 2 é a principal causa de insuficiência renal em países desenvolvidos e que a tendência é de crescimento dos casos, acompanhando o aumento da prevalência da doença. A pasta também ressaltou que a doença renal crônica está associada a maior mortalidade, maior risco cardiovascular e impactos significativos na qualidade de vida dos pacientes.

A decisão reforça os critérios rigorosos adotados para a incorporação de novas tecnologias no SUS, priorizando tratamentos já consolidados e avaliando cuidadosamente o equilíbrio entre benefícios clínicos e sustentabilidade financeira do sistema público de saúde.

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