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Escala 6×1 pode aumentar preços e afetar bares e restaurantes na Paraíba
1 de maio de 2026 / 08:38
Foto: Reprodução

Mudança na escala 6×1 pode aumentar preços e afetar bares e restaurantes na Paraíba

Uma possível alteração na escala de trabalho 6×1 pode acarretar aumento nos preços e impactar o atendimento em bares e restaurantes da Paraíba. Segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes na Paraíba (Abrasel-PB), ainda não há consenso na sociedade sobre a proposta de reduzir a jornada de trabalho sem diminuir os salários.

A entidade alerta que mudanças dessa natureza, sem um debate amplo, podem afetar diretamente o custo dos serviços e o preço final dos produtos oferecidos à população.

Impacto direto no funcionamento dos estabelecimentos

A presidente da Abrasel-PB, Thâmara Cavalcanti, destaca a necessidade de ampliar a discussão levando em conta a realidade da população. Para ela, o problema não está no consumo, mas no acesso aos serviços.

Nesse sentido, caso os custos operacionais aumentem e a gestão dos negócios se torne mais complexa, serviços do dia a dia poderão ser impactados, principalmente em regiões onde os estabelecimentos têm menor capacidade de absorver esses efeitos.

Possíveis consequências para o consumidor

Inicialmente vista como uma medida positiva, a redução da escala 6×1 pode resultar em aumento do custo de vida dos paraibanos. Isso porque setores com funcionamento contínuo, como bares e restaurantes, tendem a enfrentar elevação nos custos operacionais.

Como consequência, podem ocorrer:

  • aumento nos preços
  • redução do horário de funcionamento
  • diminuição da oferta de serviços
  • maior tempo de espera para os clientes

Além disso, áreas com menor poder aquisitivo podem ser as mais afetadas, já que muitos estabelecimentos operam com margens financeiras reduzidas e têm menor capacidade de adaptação.

Debate ainda segue no Congresso

A Abrasel reforça que mudanças estruturais desse porte precisam passar por um debate amplo para evitar impactos negativos, como aumento de custos, perda de acesso e queda na qualidade dos serviços.

Atualmente, três Propostas de Emenda Constitucional (PECs) tramitam no Congresso Nacional sobre o tema. Uma delas está no Senado e prevê a redução gradual da jornada semanal de 44 para 36 horas, começando com 40 horas e diminuindo uma hora por ano até atingir o limite.

Na Câmara dos Deputados, outras duas propostas tratam da adoção da escala 4×3, também com limite de 36 horas semanais. Uma delas prevê prazo de até 10 anos para implementação. Ambas ainda precisam avançar nas etapas legislativas antes de votação final.

Situação atual e próximos passos

Paralelamente, o Poder Executivo apresentou um projeto de lei que estabelece jornada de até 40 horas semanais, com dois dias de descanso remunerado, sem redução de salários. O texto ainda depende de decisão para avançar na Câmara e pode impactar a pauta de votações.

Até o momento, nenhuma das propostas foi aprovada de forma definitiva. Portanto, segue em vigor a jornada atual de 44 horas semanais, comum em setores como comércio, bares, restaurantes e hotelaria.

O tema ainda deve passar por novas discussões antes de qualquer mudança prática.

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