
O Brasil alcançou em 2024 o maior Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) da sua história:
0,805. O dado foi divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e colocou oficialmente o país na faixa considerada de “muito alto desenvolvimento humano”.
Mas um detalhe chamou atenção:
o avanço das regiões metropolitanas do Nordeste teve papel importante nesse crescimento.
Nordeste deixa de puxar média para baixo
Durante décadas, muitos indicadores sociais colocavam o Nordeste abaixo da média nacional. Agora, o cenário começa a mudar. Segundo o levantamento, sete regiões metropolitanas nordestinas já aparecem com IDH considerado muito alto:
- Natal — 0,822;
- Aracaju — 0,809;
- Teresina — 0,809;
- Recife — 0,806;
- São Luís — 0,806;
- Salvador — 0,803;
- João Pessoa — 0,803.
Educação foi um dos motores da mudança
Entre os fatores que mais impulsionaram o crescimento do IDH está a educação. O índice educacional brasileiro passou:
- de 0,679 em 2012;
- para 0,798 em 2024.
Segundo o PNUD, políticas sociais e ampliação do acesso à escola ajudaram diretamente nesse avanço.
Nordeste vive transformação silenciosa
O crescimento do Nordeste nos indicadores sociais acompanha mudanças que já começam a aparecer:
- expansão urbana;
- crescimento do turismo;
- mercado imobiliário;
- aumento da renda;
- fortalecimento do setor de serviços;
- ampliação universitária;
- economia digital.
Nos últimos anos, várias capitais nordestinas passaram a atrair:
- investimentos;
- empresas;
- novos moradores;
- tecnologia;
- e turismo de maior valor agregado.
Região começa a mudar imagem histórica
O avanço do IDH ajuda a mostrar um Nordeste diferente daquele retratado durante décadas apenas:
- pela pobreza;
- seca;
- desigualdade;
- e atraso econômico.
Os desafios sociais ainda existem. Mas os números mostram uma região mais urbana, conectada e economicamente dinâmica.
Desenvolvimento humano virou disputa estratégica
Hoje, desenvolvimento não envolve apenas PIB. Países e regiões passaram a ser avaliados também por:
- educação;
- qualidade de vida;
- expectativa de vida;
- renda;
- acesso a serviços;
- mobilidade social.
E nesse cenário, o Nordeste começa lentamente a ganhar protagonismo nacional. Porque talvez a maior transformação da região nos últimos anos tenha acontecido justamente onde pouca gente observava: nos indicadores sociais.
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