
A recuperação da Caatinga entrou de vez no centro da agenda climática nordestina. Representantes dos estados da região se reúnem nos dias 28 e 29 de maio, em Salvador, para discutir estratégias de enfrentamento à desertificação e reconstrução das áreas degradadas do Semiárido durante o 5º Encontro Nordeste ICLEI Brasil.
No entanto, o debate acontece em um momento decisivo para o bioma após a aprovação do Projeto de Lei 1.990/2024, que cria a Política Nacional de Recuperação da Vegetação da Caatinga. A proposta aguarda sanção presidencial e é vista como uma tentativa de transformar o combate à degradação ambiental em política permanente para o Nordeste.
Recaatingamento ganha força como solução climática
Portanto, encontro terá como tema principal o “recaatingamento”, conceito que propõe recuperar áreas degradadas através da regeneração da vegetação nativa, educação ambiental, manejo sustentável e participação das comunidades locais.
A proposta busca criar um modelo regional capaz de orientar políticas públicas, projetos ambientais e ações de adaptação climática. Segundo organizadores, a ideia é evitar iniciativas isoladas e construir uma estratégia integrada entre os estados nordestinos.
Caatinga virou pauta estratégica para o futuro do Nordeste
Ademais, a desertificação já atinge aproximadamente 13% do território nordestino e preocupa governos, produtores rurais e especialistas em clima. Além da perda ambiental, o avanço da degradação ameaça segurança hídrica, produção agrícola e economia de milhares de municípios do Semiárido.
O evento também discutirá experiências de cidades como Recife, João Pessoa e Salvador no enfrentamento das mudanças climáticas.
E talvez exista uma mudança importante acontecendo no Nordeste: durante décadas, a Caatinga foi vista apenas como símbolo da seca. Agora, começa a ser tratada também como patrimônio ambiental estratégico para o futuro climático e econômico da região.
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