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El Niño pode voltar no segundo semestre e acende alerta no Nordeste
27 de maio de 2026 / 11:48
Foto: Divulgação

O segundo semestre de 2026 poderá marcar o retorno do fenômeno climático El Niño, aumentando a preocupação principalmente no Nordeste brasileiro. Instituições como Instituto Nacional de Meteorologia, Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais e a agência norte-americana National Oceanic and Atmospheric Administration apontam crescimento nas chances de formação do fenômeno ainda durante o inverno.

Especialistas alertam que o Semiárido nordestino poderá ser uma das áreas mais afetadas, com aumento das temperaturas e redução significativa das chuvas entre os meses de agosto e dezembro.

Semiárido pode enfrentar calor intenso e estiagem

Segundo pesquisadores do Cemaden, o El Niño costuma provocar alterações no regime de chuvas do Nordeste, afetando principalmente regiões do Sertão e do Semiárido em estados como Bahia, Ceará, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí, Alagoas e Sergipe.

Entre os efeitos esperados estão estiagem prolongada, baixa umidade do ar, aumento das queimadas, ondas de calor e temperaturas elevadas durante a noite, ampliando a sensação térmica na região.

Agricultura e abastecimento entram em alerta

O possível retorno do fenômeno preocupa principalmente setores ligados à agricultura familiar, pecuária e abastecimento hídrico. A redução das chuvas pode afetar reservatórios, produção de milho, feijão e o fornecimento de água em municípios já vulneráveis à seca.

Meteorologistas também destacam que as mudanças climáticas globais podem intensificar os impactos tradicionais do El Niño, aumentando os extremos climáticos em várias regiões do país.

Nordeste monitora cenário climático para próximos meses

Apesar do aumento das probabilidades, especialistas ainda não conseguem definir a intensidade do fenômeno, que pode variar de moderado até um possível super El Niño.

Governos estaduais, órgãos ambientais e setores produtivos acompanham os próximos boletins meteorológicos para tentar minimizar os impactos econômicos e sociais caso o fenômeno realmente se confirme no segundo semestre.

Mais notícias sobre clima, meio ambiente e desenvolvimento no Nordeste estão disponíveis na editoria de Cotidiano do Nordeste Online.

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