
O músico Andrei Lira garantiu vaga na final do Festival de Música da Paraíba 2026 com o single “Abstinência”, marcando oficialmente sua estreia em carreira solo.
A apresentação aconteceu durante a fase eliminatória do festival, e agora o artista segue para a grande final, marcada para o próximo sábado, dia 30 de maio.
A música, feita em parceria com Tela Azzu, já está disponível nas plataformas digitais.
Música mistura rock alternativo e influências nordestinas
“Abstinência” reúne elementos de:
- rock alternativo;
- indie;
- pós-emo moderno;
- e influências da música paraibana.
O trabalho dialoga com referências como:
- Fresno;
- Pitty;
- Paramore;
- Djavan;
- Arnaldo Antunes.
Segundo Andrei, a canção nasceu durante a pandemia e aborda sentimentos como:
- ansiedade;
- ausência;
- memória;
- pertencimento.
Música independente da Paraíba ganha força
O lançamento também marca a entrada do artista no catálogo da Taioba Music, selo que vem fortalecendo a circulação da música independente produzida na Paraíba.
Antes da carreira solo, Andrei integrou a banda Tenaz, onde lançou o EP “Sereno”, em 2021.
Depois de um período afastado da cena musical, voltou em 2023 participando novamente do Festival de Música da Paraíba com a faixa “Caleidoscópio”.
Cena cultural paraibana vive nova geração
Parte dessa retomada artística aconteceu dentro do coletivo República 714, em João Pessoa.
O espaço reúne músicos, artistas e produtores da cena independente paraibana.
Foi ali que Andrei começou a desenvolver o álbum “Ao hoje tudo”, previsto para ser lançado ainda em 2026.
Nordeste também produz nova música alternativa
O caso de Andrei mostra uma mudança interessante na cena cultural nordestina.
A nova geração de artistas da região já não fica presa apenas aos estilos tradicionais.
Hoje, o Nordeste mistura:
- rock;
- indie;
- eletrônico;
- regionalismo;
- música popular brasileira;
- cultura digital.
E boa parte dessa produção nasce:
- em quartos;
- coletivos culturais;
- pequenos estúdios;
- festivais independentes;
- e redes sociais.
No fundo, o que muda não é a identidade nordestina.
É a forma como ela se apresenta para o mundo.
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