João Pessoa 31.13 nublado Recife 31.02 nuvens dispersas Natal 28.12 nublado Maceió 31.69 nuvens dispersas Salvador 29.98 nublado Fortaleza 31.07 nuvens dispersas São Luís 31.11 chuva leve Teresina 32.84 nuvens dispersas Aracaju 31.97 algumas nuvens
publicidade
Pescadores cobram ações do poder público após contaminação na praia de São Tomé de Paripe
7 de maio de 2026 / 10:11
Foto: Divulgação

Há mais de dois meses, os pescadores e ambulantes da praia de São Tomé de Paripe, no Subúrbio de Salvador, estão impedidos de exercer suas atividades devido à contaminação da praia por produtos químicos. Em fevereiro, manchas amarelas e azuis foram identificadas tanto na areia quanto no mar, além da morte de vários animais na região, o que causou grandes preocupações à comunidade local. A contaminação gerou riscos significativos à saúde da população, mas, mesmo com as denúncias da comunidade, o apoio do poder público tem sido insuficiente e as ações concretas ainda não foram implementadas.

O presidente da Associação de Pescadores e Marisqueiras do Subúrbio, Reinaldo Jorge Cirne, explicou que os cerca de 1200 pescadores estão buscando alternativas para manter o sustento, com alguns migrando para atividades como reciclagem. Aqueles que continuam pescando têm dificuldades para vender seus produtos por causa do receio dos consumidores na Feira de Paripe, tradicional mercado local. Além disso, o impacto da contaminação atingiu também barraqueiros e ambulantes da região, provocando uma queda significativa no turismo e na movimentação da praia.

Para amenizar a situação, moradores têm promovido eventos em áreas próximas para ajudar os comerciantes locais a obter uma renda emergencial. Enquanto isso, o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) detectou a presença de nitrato e cobre, atribuindo a contaminação ao Terminal Itapuã, atualmente sob responsabilidade da Intermarítima, que nega relação com as substâncias encontradas e atribui a responsabilidade à antiga gestora, a Gerdau.

Apesar das reclamações e da gravidade do problema, a última iniciativa direta do poder público ocorreu em abril, com a entrega de cestas básicas pela prefeitura. Contudo, moradores e lideranças locais afirmam que os governos estadual e federal ainda não atuaram efetivamente, destacando a demora na publicação do laudo técnico do Inema, fundamental para definir responsabilidades e soluções. O Inema também registrou ofícios solicitando gestão da área à Superintendência do Patrimônio da União e à prefeitura, e a investigação criminal está em andamento pela Polícia Federal, sem previsão de conclusão.

Do ponto de vista da saúde, a Secretaria Municipal de Saúde alerta para os riscos do contato com a água e o consumo de peixes e mariscos da região contaminada, destacando casos suspeitos de intoxicação e realizando ações de orientação na comunidade. A Secretaria de Saúde do Estado reconhece a instalação de placas de advertência, mas não houve registros de internações relacionadas. Diante dessa grave situação, os moradores da praia de São Tomé de Paripe continuam esperançosos por respostas e ações efetivas do poder público para recuperar a área e garantir a saúde e o sustento da população local.

publicidade
Copyright © 2025. Direitos Reservados.