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Polêmica em São Luís: Câmara promulga lei que restringe uso de banheiros femininos por mulheres trans
13 de maio de 2026 / 17:58
Foto: Divulgação

A Câmara Municipal de São Luís promulgou, na última quarta-feira (13), a Lei nº 201/2023, que proíbe mulheres trans de utilizarem banheiros, vestiários e espaços similares destinados ao público feminino em órgãos públicos e instituições privadas da capital. A medida, de autoria do vereador Marquinhos (União Brasil), foi oficializada pelo presidente da Casa, Paulo Victor, após o Executivo não se manifestar sobre a sanção ou veto dentro do prazo legal.

A proposta tramitou por cerca de três anos e gerou divisões internas no Legislativo: enquanto a Comissão de Justiça deu parecer favorável, a Comissão de Assistência Social posicionou-se contra o texto.

Argumentos e Justificativas

O autor do projeto defende que a norma visa garantir a proteção e a segurança das mulheres, evitando situações de constrangimento em espaços íntimos. O texto define explicitamente a proibição para pessoas que nasceram com o sexo biológico masculino, mas que se identificam como mulheres.

Por outro lado, o Núcleo de Direitos Humanos da Defensoria Pública do Estado do Maranhão (DPE-MA) classificou a lei como um retrocesso e uma violação de princípios constitucionais. Segundo o órgão:

  • Dignidade Humana: A medida feriria a igualdade e o reconhecimento legal da identidade de gênero.
  • Exclusão: A restrição pode gerar situações de constrangimento e exclusão social para a população trans.
  • Ação Legal: A Defensoria já havia solicitado o veto integral ao prefeito Eduardo Braide antes da promulgação e afirmou que continuará atuando juridicamente para contestar a norma.

Cenário Legislativo

Durante a promulgação, o presidente Paulo Victor reforçou que, embora o tema seja sensível, cabe ao Legislativo deliberar sobre pautas que dividem a sociedade. Até o momento, a Defensoria Pública não emitiu um novo posicionamento oficial após a publicação da lei no Diário Oficial.

Em suma, a nova legislação coloca São Luís no centro de um debate nacional sobre direitos e identidade de gênero. Para acompanhar os desdobramentos jurídicos desta lei e outras decisões da capital maranhense, acesse nossa editoria Todo Santo Dia

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