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Professor da UFPI explica por que altar religioso resistiu a incêndio em Picos
4 de maio de 2026 / 09:48
Picos: Química do gesso protegeu altar em casa destruída por chamas
Foto: Reprodução

Um altar religioso resistiu a um incêndio de grandes proporções que destruiu uma residência no bairro Bomba, em Picos, no último sábado (2). Embora as chamas tenham consumido quase todos os cômodos da casa, a imagem de Jesus Cristo permaneceu intacta. O fenômeno despertou curiosidade nas redes sociais e levou o professor Roberto Luz, do Departamento de Química da Universidade Federal do Piauí (UFPI), a apresentar uma explicação técnica para o fato.

De acordo com o especialista, a resistência do objeto ocorre devido às propriedades físicas do gesso, material muito utilizado na fabricação de esculturas religiosas. O gesso é um material não inflamável e, ao contrário de plástico ou madeira, não propaga o fogo. Além disso, a composição química deste material contém água, que libera vapor quando sofre exposição ao calor intenso. Esse processo químico absorve parte da energia do incêndio e retarda significativamente o aquecimento do objeto.

Distribuição do calor e detalhes da ocorrência

O professor Roberto Luz também ressaltou que o calor de um incêndio não se distribui de maneira uniforme pelo ambiente. Fatores como a ventilação, a posição dos móveis e os materiais ao redor influenciam a intensidade das chamas em pontos específicos. No caso da residência em Picos, a combinação desses elementos físicos contribuiu para que o altar religioso sofresse menos danos do que o restante da estrutura.

O incêndio atingiu a casa na tarde de sábado e destruiu a sala de estar, quartos, cozinha e despensa. O Corpo de Bombeiros Militar do Piauí utilizou cerca de 5 mil litros de água para controlar o fogo, que felizmente não deixou vítimas, pois ninguém estava no local no momento do incidente. Enquanto a escultura de Jesus Cristo ficou preservada, outras imagens sofreram apenas avarias leves causadas pela queda de telhas e ripas. As autoridades competentes continuam a investigação para determinar a causa oficial do fogo.

Departamento de Química da UFPI

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