
O comércio brasileiro alcançou um marco importante em março de 2026. Segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) divulgada nesta quarta-feira (13) pelo IBGE, o setor registrou um crescimento de 0,5% na passagem de fevereiro para março. Este é o terceiro mês consecutivo de alta, levando o varejo ao seu maior patamar histórico.
Na comparação com março de 2025, o avanço foi de 4%, consolidando uma tendência positiva que se mantém firme desde outubro do ano passado.
O “Efeito Dólar” e a Tecnologia
O grande motor do crescimento em março foi a desvalorização da moeda americana. O dólar, que estava em R$ 5,75 no ano anterior, recuou para R$ 5,23 em março de 2026.
Essa queda barateou produtos importados, impactando diretamente o setor de equipamentos de informática e comunicação, que liderou as altas com um salto de 5,7%. Com o dólar mais baixo, empresas aumentaram estoques e realizaram promoções que atraíram o consumidor.
Destaques por Atividade
Das oito atividades pesquisadas, cinco fecharam o mês no azul:
- Informática e Escritório: +5,7%.
- Combustíveis e Lubrificantes: +2,9% (mesmo com a pressão de preços devido aos conflitos no Oriente Médio).
- Artigos de uso pessoal e doméstico: +2,9%.
- Papelaria e Revistas: +0,7%.
- Farmacêuticos e Perfumaria: +0,1%.
Por outro lado, o setor de hiper e supermercados, que representa mais da metade do peso do comércio, registrou queda de 1,4%. De acordo com o analista Cristiano Santos, do IBGE, o recuo foi influenciado pela inflação, que restringiu o poder de compra das famílias, mas o cenário geral do varejo segue otimista devido aos resultados positivos acumulados.
Varejo Ampliado
O varejo ampliado — que engloba veículos, material de construção e atacado de alimentos — também apresentou fôlego, subindo 0,3% no mês e acumulando um crescimento de 0,2% nos últimos 12 meses.
Em suma, os dados reforçam como a estabilidade do câmbio é vital para o dinamismo econômico do país. Para acompanhar as variações de preços e o impacto no mercado regional, acesse nossa editoria Preço de Feira.