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Rio Grande do Norte perde empregos em abril e fica entre os piores do Brasil
29 de maio de 2026 / 10:28
Foto: Divulgação

O mercado de trabalho do Rio Grande do Norte enfrentou um mês de abril desafiador. Dados divulgados pelo Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que o estado encerrou o período com saldo negativo de 156 vagas formais, resultado que colocou o RN entre os três piores desempenhos do Brasil na geração de empregos com carteira assinada.

O estado ficou atrás apenas do Rio Grande do Sul, que perdeu cerca de 1,3 mil postos de trabalho, e de Alagoas, que registrou saldo negativo de 1,5 mil vagas. Enquanto isso, o Brasil criou aproximadamente 85 mil empregos formais em abril, reforçando o contraste entre o cenário nacional e o desempenho potiguar.

Agricultura lidera perdas e puxa resultado para baixo

O principal responsável pelo saldo negativo foi o setor de Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e Aquicultura, que fechou 1.050 postos de trabalho no mês.

Outros segmentos também apresentaram retração. O comércio perdeu 354 vagas, enquanto a indústria registrou saldo negativo de 152 postos.

Na contramão desse movimento, a construção civil foi um dos poucos setores a apresentar resultado positivo, criando 185 novas vagas formais no período.

Ao todo, foram registradas 20.089 admissões e 20.245 desligamentos em abril, gerando o saldo negativo de 156 postos de trabalho.

Saldo de empregos por setor em abril

SetorSaldo
Agricultura, Pecuária, Pesca e Aquicultura-1.050
Comércio-354
Indústria-152
Construção Civil+185

Natal avança enquanto Mossoró lidera fechamento de vagas

Entre os municípios potiguares, os resultados foram bastante distintos.

Natal apresentou o melhor desempenho, com saldo positivo de 215 empregos formais. Também registraram crescimento Assú (+109), São Gonçalo do Amarante (+90), Currais Novos (+84) e Pau dos Ferros (+79).

Por outro lado, Mossoró liderou as perdas, com fechamento de 246 vagas. Também apresentaram saldos negativos Ipanguaçu (-117), Jandaíra (-113), Baraúna (-93) e Guamaré (-92).

Ano ainda segue positivo para o mercado de trabalho potiguar

Apesar do resultado negativo em abril, o acumulado de 2026 permanece no campo positivo.

Entre janeiro e abril, o Rio Grande do Norte gerou 242 empregos formais, resultado de 83.142 admissões contra 82.900 desligamentos.

Os números indicam que a desaceleração observada em abril está fortemente associada à sazonalidade de alguns setores, especialmente da atividade agrícola, que costuma apresentar oscilações ao longo do primeiro semestre.

Mesmo assim, o resultado acende um sinal de atenção para os próximos meses, principalmente em um cenário nacional marcado por juros elevados, desaceleração econômica e desafios para setores que dependem diretamente do consumo e da produção agrícola.

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