
O Ministério Público da Bahia (MP-BA) emitiu uma recomendação para a suspensão imediata das apresentações dos artistas Rey Vaqueiro e Léo Foguete no São João de Paramirim, município do sudoeste baiano. A decisão, publicada nesta quarta-feira (13) no Diário da Justiça, baseia-se em indícios de cachês superfaturados que superam significativamente a média de mercado praticada pelos próprios artistas no ano anterior.
As contratações questionadas preveem o pagamento de R$ 450 mil para cada cantor. Os shows estavam agendados para os dias 10 e 11 de junho, dentro da programação oficial da cidade.
Discrepância de Valores e Falta de Transparência
O órgão fiscalizador apontou uma variação atípica nos preços em relação à temporada de 2025:
- Rey Vaqueiro: O cachê médio saltou de R$ 280 mil para os atuais R$ 450 mil.
- Léo Foguete: O valor médio anterior era de R$ 350 mil, atingindo o mesmo patamar de R$ 450 mil este ano.
- Maiara e Maraisa: O MP-BA também sinalizou a ausência do contrato da dupla sertaneja no Painel Nacional de Contratações Públicas (PNCP). O valor médio das artistas é estimado em R$ 700 mil, e a gestão municipal precisará provar que tal despesa não compromete serviços essenciais.
Prazo e Possíveis Sanções
Além da suspensão dos shows, a prefeitura foi instada a enviar cópias integrais de todos os processos de contratação da festa e regularizar as publicações no PNCP. A administração de Paramirim tem um prazo de cinco dias para informar se acatará as recomendações.
O descumprimento das orientações pode acarretar em ações por improbidade administrativa contra os gestores. O Ministério Público enfatiza que, embora as tradições culturais sejam fundamentais, o zelo pelo erário e a saúde financeira do município devem ser prioridades absolutas.
Em suma, a medida reforça a importância da fiscalização rigorosa sobre o uso de recursos públicos em eventos de grande porte. Para acompanhar os desdobramentos desta decisão e a situação de outros festejos juninos, acesse nossa editoria Forró do Poder.