
Sergipe possui a segunda menor proporção de homens em relação às mulheres em todo o território nacional. É o que apontam as estatísticas da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), coletadas e coordenadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Enquanto a média brasileira registra a existência de 95,1 homens para cada grupo de 100 mulheres, o indicador de Sergipe cai para 91,9 homens para cada 100 mulheres. Com esse resultado, o estado fica atrás apenas do Rio de Janeiro, que lidera o ranking nacional com a menor presença masculina, contabilizando 91,4 homens por 100 mulheres.
Diferença se acentua entre a população idosa
O relatório detalha que a composição populacional por gênero varia drasticamente conforme o avanço das faixas etárias no estado. O maior distanciamento numérico é observado na terceira idade, impulsionado por fatores como a maior expectativa de vida do público feminino.
Confira a proporção de homens para cada 100 mulheres por idade em Sergipe:
- 60 anos ou mais: 79,0 homens (A menor relação do estudo);
- 30 a 39 anos: 81,2 homens;
- 18 a 19 anos: 88,1 homens;
- 50 a 59 anos: 89,1 homens;
- 40 a 49 anos: 90,2 homens;
- 25 a 29 anos: 94,6 homens;
- 20 a 24 anos: 96,3 homens.
Impactos no planejamento do estado
Especialistas em demografia apontam que essa configuração populacional sofre influência direta de fenômenos sociais combinados. A maior longevidade das mulheres, somada aos fluxos migratórios e de mobilidade urbana (onde homens tendem a se deslocar mais para outros estados em busca de frentes de trabalho), ajuda a explicar o cenário sergipano.
A compreensão dessas dinâmicas serve de base para o desenvolvimento de políticas públicas voltadas ao mercado de trabalho, previdência social e assistência à saúde, áreas que demandam abordagens específicas para cada gênero. O monitoramento contínuo das características demográficas do país pode ser consultado diretamente na plataforma do Governo Federal.