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Ufal aprova cotas para pessoas trans na graduação: medida vale a partir de 2026.2
7 de maio de 2026 / 14:11
Foto: Divulgação

A Universidade Federal de Alagoas (Ufal) deu um passo histórico na promoção da equidade acadêmica. Na última terça-feira (5), o Conselho Universitário (Consuni) aprovou a reserva de, no mínimo, 2% das vagas em cada curso de graduação para pessoas trans. A nova política de ações afirmativas entra em vigor já no segundo semestre de 2026, garantindo pelo menos uma vaga por curso, turno e unidade da instituição para pessoas travestis, transexuais, transgêneros e não binárias.

O reitor Josealdo Tonholo destacou que a iniciativa alinha a Ufal a um movimento nacional, já que mais de 40 universidades públicas no Brasil adotam políticas semelhantes. “A universidade já aplicava cotas para pessoas trans na pós-graduação desde 2022. Agora, expandimos esse compromisso para a graduação, combatendo preconceitos e buscando um ensino superior mais respeitoso”, afirmou o reitor. Inegavelmente, a medida fortalece o papel social da instituição no enfrentamento às desigualdades históricas enfrentadas por essa população.

Como funcionará o ingresso e a reserva de vagas

A implementação da política foi planejada em duas etapas para garantir a organização administrativa e a segurança jurídica do processo:

  • Semestre 2026.2: O ingresso será realizado por meio de um processo seletivo específico, com edital próprio voltado para o público trans.
  • A partir de 2027: As vagas serão integradas ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu), seguindo o calendário nacional.

É importante ressaltar que a reserva não reduzirá o número de vagas da ampla concorrência. As vagas para pessoas trans serão uma subcota dentro do percentual já destinado a estudantes oriundos de escolas públicas. Por esse motivo, a estrutura geral de vagas da universidade permanece equilibrada, apenas refinando os critérios de inclusão social.

Validação e Monitoramento: Transparência no Processo

Para assegurar a integridade da política, a Ufal criará uma comissão de validação das autodeclarações. Este grupo será composto por docentes, técnicos e, preferencialmente, pessoas da comunidade trans ou especialistas no tema. Além disso, uma comissão de monitoramento acompanhará os resultados da ação ao longo dos anos.

O percentual de 2% será reavaliado pelo Consuni a cada dez anos, podendo sofrer ajustes conforme a evolução da legislação federal ou os dados de inclusão institucional. Em suma, a aprovação na Ufal reafirma o Nordeste como uma região de vanguarda nas políticas de diversidade. Para mais informações sobre editais, acompanhe o portal da Copeve/Ufal. Da mesma forma, confira as resoluções completas no site do Consuni.

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