
A Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) voltou a colocar a Paraíba em destaque no cenário nacional da inovação. A instituição conquistou a 4ª posição no ranking brasileiro de maiores depositantes de patentes de invenção em 2025, segundo levantamento divulgado pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).
A universidade ficou atrás apenas de gigantes como:
- Stellantis;
- Petrobras;
- Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
A UFCG registrou 84 depósitos de patentes de invenção em 2025, consolidando sua presença entre os maiores polos de pesquisa tecnológica do país.
O dado chama atenção porque coloca uma universidade do interior nordestino lado a lado com algumas das maiores estruturas industriais e científicas do Brasil.
Campina Grande reforça posição como polo tecnológico do Nordeste
A presença da UFCG no ranking ajuda a fortalecer uma identidade que Campina Grande vem construindo há décadas:
a de cidade ligada à tecnologia, engenharia e inovação.
A universidade mantém presença constante entre os principais depositantes de patentes desde 2017 e já chegou a ocupar a liderança nacional em 2020.
Além das patentes de invenção, a instituição também aparece entre os destaques nacionais no segmento de programas de computador:
- 7ª colocação no país;
- 61 depósitos registrados.
Outro dado importante é que a Paraíba ampliou sua presença no ranking através de outras instituições:
- Universidade Federal da Paraíba (UFPB): 11ª colocação;
- Universidade Estadual da Paraíba (UEPB): 39ª colocação;
- Instituto Federal da Paraíba (IFPB): destaque em programas de computador.
“A inovação deixou de estar concentrada apenas no eixo Sul-Sudeste.”
A força das universidades nordestinas vem crescendo principalmente nas áreas de:
- engenharia;
- software;
- automação;
- inteligência computacional;
- tecnologia aplicada.
Patentes mostram capacidade de transformar pesquisa em inovação
O depósito de patentes é considerado um dos principais indicadores de inovação tecnológica.
Na prática, ele representa a capacidade de transformar:
- pesquisa;
- conhecimento científico;
- soluções tecnológicas;
- desenvolvimento acadêmico;
em produtos, sistemas ou processos com potencial de aplicação econômica e social.
Campina Grande já possui histórico consolidado em áreas como:
- computação;
- engenharia elétrica;
- telecomunicações;
- desenvolvimento de software.
A nova colocação da UFCG reforça o peso da cidade dentro do mapa tecnológico brasileiro.
Em um cenário onde tecnologia, inteligência artificial e inovação industrial ganham cada vez mais importância econômica, o avanço das universidades nordestinas ajuda a mostrar uma mudança silenciosa:
o Nordeste também começa a ocupar espaço estratégico na produção nacional de conhecimento e tecnologia.
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