
Nos últimos 12 meses, os preços de aluguel residencial em Teresina registraram a segunda maior alta entre as capitais brasileiras, com aumento de 16,51%, conforme dados do Índice FipeZAP divulgados nesta terça-feira (14).
Apesar do avanço expressivo no acumulado anual, o ritmo de crescimento dos aluguéis na capital piauiense tem mostrado sinais de desaceleração. Em março de 2026, por exemplo, a alta foi de apenas 0,47%, enquanto o primeiro trimestre do ano apresentou variação negativa de 0,12%, indicando uma leve retração recente.
Mesmo com essa valorização, Teresina ainda se destaca por ter o menor preço médio de aluguel entre as capitais monitoradas pelo índice, com R$ 29,65 por metro quadrado. O valor está bem abaixo da média nacional, que atualmente é de R$ 52,34/m², evidenciando um mercado ainda relativamente acessível em comparação com outras grandes cidades do país.
No cenário nacional, o levantamento aponta que os preços de locação subiram 0,84% em março, com 30 das 36 cidades analisadas registrando aumento no período.
Dentro de Teresina, os valores variam bastante conforme o bairro, refletindo diferenças de infraestrutura, localização e demanda. Entre as regiões com metro quadrado mais caro estão:
- Planalto: R$ 52,00/m² (+100,9%)
- Jóquei: R$ 39,60/m² (+9,9%)
- São Cristóvão: R$ 34,30/m² (+8,7%)
- Fátima: R$ 33,00/m² (estável)
- Horto: R$ 31,30/m² (+15,6%)
- Uruguai: R$ 30,40/m² (+37,1%)
Outros bairros apresentam valores mais acessíveis:
- Cristo Rei: R$ 27,80/m² (+1,5%)
- Ininga: R$ 26,10/m² (+12,7%)
- Santa Isabel: R$ 22,90/m² (-5,6%)
- Centro: R$ 20,90/m² (+23,8%)
Esses dados evidenciam a diversidade do mercado imobiliário local. Enquanto áreas mais valorizadas concentram preços elevados e maiores variações, outras regiões ainda oferecem opções mais econômicas. A análise reforça a importância da localização como fator determinante no custo do aluguel, impactando diretamente o orçamento dos moradores e as decisões de quem busca imóvel na capital.