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Após oito anos de luta, baiana concretiza sonho da maternidade e apoia mulheres
10 de maio de 2026 / 13:16
Foto: Divulgação

Yalle Roseno, baiana que enfrentou uma jornada de oito anos para realizar o sonho da maternidade, superou uma série de desafios que incluíram diagnósticos complexos e tratamentos intensivos. Durante esse período, ela passou por consultas médicas, tratamentos hormonais e duas tentativas de fertilização in vitro, enfrentando um percurso que descreve como “avassalador”. Hoje, Yalle usa sua experiência para apoiar outras mulheres que lidam com dificuldades semelhantes, criando uma rede de acolhimento e inspiração.

Nascida em São Paulo e criada em Feira de Santana, Yalle reside atualmente em Salvador e é mãe de Laura, de quatro anos. Além disso, deixou a carreira de advogada para se dedicar ao desenvolvimento humano feminino por meio de mentorias, palestras e conteúdo nas redes sociais. Ela conviveu desde a adolescência com a síndrome dos ovários policísticos (SOP), o que já indicava desafios relacionados à fertilidade.

Em 2013, após interromper o uso de anticoncepcionais na tentativa de engravidar, Yalle percebeu que a maternidade seria uma conquista difícil. O processo de investigação médica revelou não apenas a SOP, mas também hidrossalpinge bilateral e endometriose profunda, condições que agravavam ainda mais o quadro. O marido também recebeu diagnóstico de diabetes tipo 1, impactando a qualidade dos espermatozoides e demandando tratamento antes das tentativas de fertilização in vitro.

O casal precisou se adaptar constantemente às novas dificuldades e realizar ajustes tanto emocionais quanto práticos. Para Yalle, o desgaste emocional foi intenso, marcado por sentimentos de solidão e medo, o que a levou a buscar acompanhamento psicológico fundamental para suportar o processo. Mesmo depois do resultado negativo na primeira tentativa de fertilização, ela manteve a esperança e a decisão de seguir tentando a gestação.

A segunda tentativa de fertilização in vitro foi a que trouxe o resultado positivo, uma gravidez que teve início em meio ao confinamento da pandemia da Covid-19. Apesar dos temores pelo sangramento precoce e da necessidade do uso intensivo de hormônios, a gestação evoluiu bem, culminando no parto normal de Laura. “Segurar minha filha pela primeira vez foi uma emoção indescritível”, relembra Yalle.

Transformando a dor em propósito, Yalle lançou o movimento “Mulher Inteira”, que promove acolhimento e suporte às mulheres em processos de transição, maternidade e reconstrução emocional. Seu trabalho amplia o foco para questões como autoestima, propósito e pertencimento, incentivando a redescoberta da identidade feminina. Neste Dia das Mães, ela celebra a realização do sonho da maternidade e afirma que enfrentaria novamente toda a trajetória para viver a experiência da maternidade ao lado da filha.

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