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Balança comercial fecha abril com superávit de US$ 10,5 bilhões; alta de 37% frente a 2025
7 de maio de 2026 / 18:23
Foto: Divulgação

A economia brasileira registrou um desempenho robusto no comércio exterior em abril de 2026. A balança comercial fechou o mês com um superávit de US$ 10,537 bilhões, um crescimento expressivo de 37,5% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado, divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), reflete o avanço acelerado das exportações, que somaram US$ 34,148 bilhões (alta de 14,3%).

Embora o saldo tenha ficado ligeiramente abaixo da expectativa do mercado (que previa US$ 10,9 bilhões), o acumulado do primeiro quadrimestre já atinge US$ 24,782 bilhões. Esse valor representa um salto de mais de 40% em comparação aos primeiros quatro meses de 2025, consolidando uma tendência positiva para o PIB brasileiro neste início de ano.

Setores em Destaque: Mineração, Soja e Carnes

O crescimento das vendas externas foi impulsionado por pilares estratégicos da economia, com destaque para as commodities e a indústria de transformação:

  • Indústria Extrativa (+17,9%): Alavancada pelas fortes vendas de minério de cobre e ferro.
  • Agropecuária (+16,1%): Puxada pelo aumento nos embarques de soja, principal produto da pauta exportadora nacional.
  • Indústria de Transformação (+11,6%): Movimentada pelo setor de carnes e combustíveis.
  • Petróleo (+10,6%): O setor viu o valor exportado subir devido à alta de 23,7% nos preços internacionais, mesmo com uma leve queda no volume embarcado.

Importações e Consumo Interno

Pelo lado das compras externas, o Brasil importou US$ 23,611 bilhões em abril. O dado que chama a atenção dos analistas é o crescimento de 30,4% na importação de bens de consumo, o que sinaliza um aquecimento da demanda interna. Por outro lado, a importação de bens intermediários (insumos para a indústria) recuou 1,2%, sugerindo um ajuste nos estoques das fábricas nacionais.

Em suma, a balança comercial de 2026 reafirma a competitividade do Brasil no mercado global de alimentos e minerais. Para o Nordeste, esse cenário é particularmente favorável para os polos de fruticultura e portos como Suape (PE) e Pecém (CE), que escoam grande parte dessa produção. Para acompanhar os dados detalhados por estado, acesse o portal de estatísticas Comex Stat. Da mesma forma, confira as análises de mercado no site do MDIC.

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