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Açúcar do Nordeste garante R$ 42,8 mi em economia tarifária com Mercosul-UE
5 de maio de 2026 / 08:35
Foto: Divulgação

O acordo Mercosul-UE entrou em vigor no dia 1º de maio e já beneficia diretamente os produtores de cana-de-açúcar do Nordeste. A nova medida proporciona uma economia tarifária de até € 7,35 milhões, o que equivale a R$ 42,8 milhões para a região. Essa vantagem financeira ocorre devido à eliminação da tarifa de € 98 por tonelada nas primeiras 75.000 toneladas de açúcar exportadas ao mercado europeu até o fim de 2026.

Renato Cunha, presidente do Sindaçúcar-PE, explica que o benefício atende exclusivamente as regiões Norte e Nordeste. As Portarias Secex nº 491 e 492 regulamentam essa prioridade, seguindo a Lei Federal nº 9.362/1996. Consequentemente, o setor ganha competitividade, já que anteriormente toda a cota sofria a incidência da tarifa europeia.

Novas regras para as cotas de exportação de açúcar e etanol

Atualmente, o acordo Mercosul-UE disponibiliza contingentes de 363.654 toneladas de açúcar e 72.222 toneladas de etanol para o ciclo 2025/2026. No caso do etanol, as portarias definem dois grupos distintos. Primeiramente, reservam-se 50.000 toneladas para uso industrial com tarifa zero. Em segundo lugar, disponibilizam-se 22.222 toneladas para finalidades diversas, incluindo combustíveis, com taxas reduzidas.

A alocação dessas cotas ocorre pelo critério “first come, first served” (primeiro a chegar, primeiro a ser servido) através do Siscomex. O sistema valerá para todos os exportadores do bloco Mercosul até o final de 2026, com licenças válidas por 60 dias. Para garantir o benefício, os produtores devem obter o Certificado de Autorização de Cotas Mercosul após o embarque da carga. Você pode consultar detalhes técnicos sobre os processos de exportação no portal do Ministério da Agricultura e Pecuária.

Logística e impacto regional em Pernambuco e Alagoas

A consultoria Datagro estima que a faixa de tarifa zero deve subir para 180.000 toneladas a partir da safra 2026/2027. Esse volume representa cerca de 6% da produção estimada para o Norte e Nordeste no ciclo atual. Vale destacar que a União Europeia consolidou-se como o segundo maior mercado para o agronegócio brasileiro em 2025.

Nesse cenário, Pernambuco e Alagoas apresentam números robustos nas exportações para o bloco europeu. Em 2025, as vendas pernambucanas cresceram 7,9%, enquanto Alagoas registrou uma alta de 13,56% no mesmo período. A logística eficiente impulsiona esses resultados, visto que os produtos levam, em média, apenas sete dias para chegar aos portos da Europa. Assim, o acordo Mercosul-UE fortalece a posição do açúcar nordestino no comércio global.

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