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INPC sobe 0,81% em abril e acumulado de 12 meses chega a 4,11%; alimentação é o principal vilão
12 de maio de 2026 / 16:49
Foto: Divulgação

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), indicador fundamental para o reajuste anual de salários e benefícios previdenciários, fechou o mês de abril com alta de 0,81%. Com este resultado, o acumulado dos últimos 12 meses atingiu 4,11%, conforme os dados divulgados pelo IBGE nesta terça-feira (12).

Para o trabalhador brasileiro, o INPC é o termômetro mais fiel do custo de vida, pois foca em famílias com rendimentos entre um e cinco salários mínimos, onde o impacto de itens básicos é mais sentido.

O peso da comida no orçamento

O grupo de Alimentação e Bebidas foi o maior responsável pela pressão inflacionária no mês, registrando alta de 1,37%. Sozinho, este setor contribuiu com 0,34 ponto percentual no índice geral. Já os produtos não alimentícios tiveram uma variação média menor, de 0,63%.

Essa diferença ocorre porque o INPC dá um peso muito maior aos alimentos do que o IPCA (a inflação oficial), refletindo a realidade das famílias de menor renda que gastam a maior parte do que ganham em supermercados.

INPC vs. IPCA: Entenda as diferenças

Embora ambos os índices tenham subido em abril, eles medem realidades distintas:

  • INPC (0,81% em abril): Foca em famílias que ganham de 1 a 5 salários mínimos. É a base para reajustar o salário mínimo, o teto do INSS e o seguro-desemprego.
  • IPCA (0,67% em abril): Abrange famílias com rendimento entre 1 e 40 salários mínimos. No acumulado anual, o IPCA está em 4,39%, dentro da meta estabelecida pelo governo (até 4,5%).
  • Composição: Itens como passagens aéreas pesam mais no IPCA, enquanto a cesta básica é o coração do INPC.

Importância para os Reajustes

Os dados do INPC são acompanhados de perto por sindicatos e pelo governo. Enquanto o reajuste do salário mínimo costuma observar o acumulado até novembro, benefícios como o teto do INSS e pagamentos acima do mínimo consideram o fechamento de dezembro.

Em suma, o índice garante que o trabalhador formal não perca o poder de compra diante da alta dos preços. Para acompanhar o impacto desses índices no seu dia a dia, acesse nossa editoria Preço de Feira

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