
O setor da construção civil no Brasil registrou, em abril de 2026, seu maior salto de custos das últimas duas décadas (excetuando o período de pandemia). Segundo dados do Sinapi/IBGE, divulgados nesta terça-feira (12), o índice subiu 0,72%, elevando o valor médio do metro quadrado no país para R$ 1.946,09.
O Nordeste foi o grande protagonista deste aumento, liderando a inflação nacional com uma alta de 0,98% apenas em abril. O resultado é impulsionado, principalmente, pela pressão dos novos acordos coletivos de trabalho, que reajustaram os salários da categoria em diversos estados da região.
O Raio-X dos Custos na Região
Apesar de possuir o menor valor absoluto por metro quadrado do país (R$ 1.828,03), o Nordeste apresenta a maior variação acumulada de 12 meses no Brasil, atingindo 7,89%.
- Maranhão em destaque: Registrou a maior alta mensal da região (2,99%) e o maior acumulado anual (10,72%).
- Paraíba: O estado segue com um dos acumulados mais altos do país, chegando a 9,61% nos últimos 12 meses.
- Mão de Obra vs. Materiais: Enquanto os materiais subiram 4,99% no último ano, a mão de obra quase dobrou essa marca, com alta de 9,77%, refletindo o peso dos dissídios salariais.
Impacto em Obras Públicas e Privadas
Como o Sinapi é a referência oficial para orçamentos públicos (conforme a Lei de Licitações 14.133/2021), essa alta deve provocar um efeito cascata em contratos de infraestrutura financiados pelo Governo Federal na região.
Para o consumidor final, o índice serve como um termômetro de mercado: reformas e construções privadas tendem a ficar mais caras, acompanhando a valorização da mão de obra e o encarecimento de insumos básicos, que subiram 0,83% somente no mês de abril.
Em suma, a pressão salarial e o custo dos insumos colocam o canteiro de obras nordestino sob vigilância constante. Para acompanhar as tendências do mercado imobiliário, acesse nossa editoria Preço de Feira