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Brasil sobe para 3º lugar em ranking de complexidade para negócios; burocracia tributária é o principal entrave
12 de maio de 2026 / 13:53
Foto: Divulgação

Empreender no Brasil tornou-se ainda mais desafiador em 2026. Segundo o Índice Global de Complexidade de Negócios (GBCI), publicado pela TMF Group, o país saltou da sexta para a terceira posição entre as jurisdições mais complexas para se fazer negócios no mundo. O relatório analisou 81 países que detêm a maior parte do PIB global, colocando o Brasil atrás apenas da Grécia (1º) e do México (2º).

O avanço no ranking é impulsionado por uma estrutura regulatória pesada, onde o sistema tributário — com suas constantes mudanças e a sobreposição de regras federais, estaduais e municipais — continua sendo o maior obstáculo para investidores e empresários locais.

Reformas que trazem complexidade imediata

Embora as reformas tributárias recentes busquem a simplificação no longo prazo, o relatório aponta que o “período de transição” criou camadas extras de burocracia. De acordo com Santiago Ayerza, executivo da TMF Group, o mercado ainda gasta um tempo excessivo para se adaptar às novas normas fiscais e cambiais.

Os 3 maiores desafios apontados:

  1. Burocracia Administrativa: Processos lentos para abertura de empresas e licenciamentos.
  2. Compliance Rigoroso: Exigências contábeis e trabalhistas que demandam grandes equipes especializadas.
  3. Digitalização em curso: Embora o uso de assinaturas eletrônicas tenha avançado, a adaptação tecnológica constante exige novos investimentos das empresas.

Cenário Global: Os extremos do empreendedorismo

Enquanto o Brasil figura no “Top 3” de dificuldades ao lado de potências como França e Itália, outras jurisdições se destacam pela simplicidade. Ilhas Cayman, Dinamarca e Hong Kong permanecem como os locais onde é mais ágil e menos custoso operar uma empresa em 2026.

O Impacto para o Desenvolvimento do Nordeste

A alta complexidade nacional atinge o Nordeste de forma ainda mais específica, criando barreiras que podem frear o potencial de crescimento da nossa região:

  • Dificuldade para Pequenos Negócios: O Nordeste possui uma base forte de micro e pequenas empresas. Para elas, o custo de manter contadores e consultores para lidar com a burocracia consome uma fatia maior do lucro do que para grandes corporações do Sudeste.
  • Barreira para Investimento Externo: Grandes projetos de energia eólica, solar e o Hub de Hidrogênio Verde podem sofrer atrasos. Investidores estrangeiros tendem a recuar quando percebem que a insegurança jurídica e a complexidade fiscal do Brasil podem comprometer a rentabilidade.
  • Fuga para a Informalidade: Em estados com rendas per capita mais baixas, a dificuldade de legalizar um negócio empurra o empreendedor para a informalidade, o que reduz a arrecadação dos estados e a proteção social dos trabalhadores.
  • Custo Logístico: A burocracia tributária na circulação de mercadorias entre os estados nordestinos (o antigo problema do ICMS e agora as novas taxas de transição) encarece o preço final dos produtos para o consumidor regional.

Em suma, a modernização digital é o caminho, mas a simplificação real das leis é o que garantirá o fôlego necessário para o empresário nordestino. Para entender mais sobre gestão e tributação, acesse nossa editoria Preço de Feira.

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