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Burnout, assédio e estresse passam a exigir atenção redobrada das empresas
2 de junho de 2026 / 14:52
Foto: Divulgação

A entrada em vigor da nova redação da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), no último dia 26 de maio, está promovendo mudanças importantes na forma como as empresas lidam com a saúde mental de seus colaboradores. O tema foi debatido em João Pessoa durante o encontro “NR1 além da normativa”, promovido pelo LIDE Paraíba e realizado no Setai Grupo GP.

O evento reuniu empresários, gestores e especialistas para discutir os impactos da atualização da norma, que passa a exigir maior atenção aos chamados riscos psicossociais dentro das organizações.

Burnout, assédio e estresse entram no radar das empresas

Com as novas regras, fatores como burnout, assédio moral, estresse excessivo e violência no ambiente de trabalho passam a integrar formalmente os processos de gerenciamento de riscos ocupacionais.

Na prática, as empresas precisam identificar, avaliar e desenvolver medidas preventivas para reduzir situações que possam comprometer a saúde mental dos trabalhadores.

Especialistas presentes no encontro destacaram que a mudança vai além do cumprimento legal e exige uma transformação cultural permanente dentro das organizações.

Saúde mental passa a impactar resultados do negócio

Durante os debates, foi ressaltado que ambientes corporativos mais saudáveis tendem a apresentar menores índices de absenteísmo, redução na rotatividade de funcionários e aumento da produtividade.

O consultor Mauro Muller destacou que a sustentabilidade humana deixou de ser uma pauta restrita ao setor de recursos humanos e passou a influenciar diretamente a competitividade das empresas.

Segundo ele, organizações que investem no desenvolvimento das pessoas conseguem reduzir custos relacionados a afastamentos médicos, processos trabalhistas e perda de talentos.

Liderança humanizada ganha protagonismo

Outro tema abordado foi a importância da liderança na construção de ambientes mais saudáveis. A especialista Denize Savi chamou atenção para a necessidade de líderes capazes de criar conexões genuínas com suas equipes.

Segundo ela, o papel da liderança não deve se limitar ao alcance de metas e resultados, mas também à criação de ambientes que promovam pertencimento, acolhimento e desenvolvimento humano.

O debate ocorre em um momento de crescente preocupação com a saúde mental no trabalho. Dados citados durante o encontro apontam que o Brasil registrou mais de 500 mil afastamentos relacionados a transtornos mentais apenas em 2025.

Nova realidade para o mundo corporativo

O encontro promovido pelo LIDE Paraíba reforçou que temas como felicidade corporativa, bem-estar emocional e sustentabilidade humana deixaram de ocupar apenas espaços em palestras motivacionais e passaram a integrar a estratégia empresarial.

Com a nova NR-1, a gestão da saúde mental torna-se parte das responsabilidades corporativas e passa a influenciar diretamente indicadores de desempenho, produtividade e retenção de talentos.

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