
O Índice de Confiança do Comércio apresentou crescimento em abril, alcançando 86,2 pontos, o que representa um aumento de 1,6 ponto conforme dados do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas. Apesar dessa melhora mensal, o indicador sofreu uma queda no acumulado do trimestre, recuando 1,7 ponto nas médias móveis e atingindo 86,0 pontos.
O avanço observado em abril foi impulsionado principalmente pela melhora na avaliação da situação atual do setor comercial. O Índice de Situação Atual cresceu 3,2 pontos, chegando a 88,0 pontos, demonstrando uma percepção mais positiva entre os empresários.
Entre os componentes do indicador, o volume de demanda atual apresentou uma forte recuperação, com alta de 5,6 pontos e atingindo 89,2 pontos, após duas quedas seguidas. O indicador que avalia o cenário atual dos negócios também subiu, porém de forma mais moderada, com aumento de 0,8 ponto, atingindo 87,1 pontos.
Por outro lado, as expectativas para os próximos meses permaneceram estáveis, com o Índice de Expectativas fixado em 85,1 pontos. Esse resultado decorreu de movimentos opostos em seus subindicadores: a projeção sobre a tendência dos negócios cresceu 2,9 pontos, enquanto a estimativa de demanda futura caiu pelo terceiro mês consecutivo, perdendo 3,0 pontos.
Quanto ao desempenho por tipo de consumo, os dados ressaltam uma perda de ritmo no início de 2026. O segmento de bens duráveis, que liderou a recuperação no final de 2025, registrou um leve recuo, embora continue com o maior nível de confiança entre as categorias.
Os bens não duráveis também mostraram desaceleração após um crescimento mais intenso no período anterior, devolvendo parte dos ganhos recentes. Em contrapartida, os bens semiduráveis permanecem com o menor nível de confiança, apresentando maior volatilidade e sem uma trajetória consistente de recuperação.