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Consumo moderado de café reduz risco de ansiedade e depressão, diz estudo
14 de abril de 2026 / 11:23
Foto: Divulgação

Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Fudan aponta que o consumo moderado de café está associado a um menor risco de desenvolver transtornos como ansiedade e depressão. Segundo a pesquisa, tomar entre duas a três xícaras de café por dia está ligado a melhores indicadores de saúde mental ao longo do tempo.

A análise foi feita a partir dos dados do UK Biobank, que acompanhou mais de 461 mil adultos, inicialmente sem transtornos mentais, por uma média de 13,4 anos. Durante esse período, foram registrados mais de 18 mil casos relacionados a transtornos de humor e estresse, possibilitando uma avaliação detalhada da relação entre o consumo de café e esses distúrbios.

Os resultados publicados no Journal of Affective Disorders revelam uma relação em formato de “curva em J”. Isso indica que os benefícios do café para a saúde mental atingem um ponto ótimo com o consumo moderado, enquanto doses muito baixas ou muito altas parecem ser menos benéficas. De fato, o estudo destaca que o consumo de cinco ou mais xícaras ao dia foi associado a um aumento do risco de transtornos de humor, sugerindo que o excesso pode ser prejudicial, com impactos mais expressivos em homens do que em mulheres.

Além disso, os pesquisadores investigaram o papel das variações genéticas relacionadas ao metabolismo da cafeína, mas não encontraram evidências de que essas diferenças influenciem significativamente a relação entre o consumo de café e a saúde mental. Em termos fisiológicos, a cafeína atua no sistema nervoso bloqueando a adenosina, que está ligada à sensação de fadiga, e estimulando a liberação de dopamina, neurotransmissor fundamental para o humor, motivação e prazer.

No entanto, os autores do estudo alertam que o café não deve ser visto como um remédio universal para ansiedade e depressão. A sensibilidade à cafeína varia entre as pessoas, e mesmo quantidades moderadas podem provocar efeitos colaterais indesejados, como nervosismo, inquietação e palpitações. Dessa forma, o consumo precisa ser avaliado individualmente, considerando a tolerância de cada um.

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