
A secretária de Saúde de Pernambuco, Zilda Cavalcanti, contestou nesta quarta-feira (27) as denúncias feitas por deputados estaduais da oposição sobre um suposto corte de R$ 1,5 bilhão na saúde pública do estado nos últimos anos. Segundo a gestora, os dados oficiais mostram justamente o contrário: um aumento de quase R$ 3 bilhões nos investimentos entre 2022 e 2025.
De acordo com Zilda, os aportes passaram de R$ 8,5 bilhões em 2022 para uma previsão de R$ 11,4 bilhões em 2025. A secretária também negou redução de leitos hospitalares e afirmou que a rede estadual ganhou 670 novos leitos credenciados, o equivalente, segundo ela, a quase quatro hospitais metropolitanos descentralizados.
Debate sobre saúde aumenta tensão política em Pernambuco
A resposta ocorre após deputados da oposição denunciarem fechamento de hospitais, superlotação e precariedade em unidades como os hospitais Getúlio Vargas e Agamenon Magalhães, no Recife.
A secretária afirmou ainda que não recebeu oficialmente o relatório produzido pela Assembleia Legislativa e disse estar disponível para apresentar documentos e esclarecimentos aos parlamentares.
Saúde pública virou centro da disputa política no estado
O tema da saúde voltou ao centro do debate político pernambucano em meio ao aumento da pressão sobre o sistema hospitalar e às cobranças da população por melhorias no atendimento.
Enquanto a oposição tenta associar a gestão estadual a problemas estruturais e superlotação, o governo argumenta que houve expansão da rede, aumento de investimentos e fortalecimento da descentralização dos serviços.
E talvez exista um ponto sensível nisso tudo: saúde pública costuma ser um dos temas que mais impactam diretamente a percepção popular sobre qualquer governo.
Mais notícias sobre política, gestão pública e Pernambuco estão disponíveis na editoria de Saude: Saúde da Gente Nordeste Online.