
Deputados estaduais da oposição em Pernambuco apresentaram um relatório denunciando uma suposta redução de R$ 1,5 bilhão nos investimentos em saúde pública desde 2022 e segundo os parlamentares, o cenário teria provocado:
- redução de leitos;
- superlotação;
- fechamento de unidades;
- e agravamento das condições hospitalares.
O documento foi apresentado na Assembleia Legislativa de Pernambuco.
Oposição fala em colapso da rede estadual
O presidente da Comissão de Saúde da Alepe, Sileno Guedes, afirmou que os dados foram levantados a partir de relatórios enviados pela própria Secretaria Estadual de Saúde, e segundo ele, houve:
- fechamento de hospitais;
- perda de 226 leitos;
- e queda proporcional nos investimentos.
Entre as unidades citadas estão:
- Hospital Jesus Nazareno, em Caruaru;
- Hospital de Retaguarda em Neurologia, no Recife;
- Hospital Central de Paulista.
Governo nega redução nos investimentos
A governadora Raquel Lyra rebateu as acusações, que segundo ela, não houve corte no orçamento da saúde e 2025 registrou o maior investimento da área no estado. A secretária estadual de Saúde, Zilda Cavalcanti, também negou fechamento definitivo de leitos e afirmou que:
- 670 novos leitos foram abertos;
- além de R$ 500 milhões em investimentos hospitalares.
Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde informou que:
- o orçamento executado passou de R$ 8,67 bilhões;
- para R$ 11,42 bilhões entre 2022 e 2025.
Denúncias também envolvem estrutura hospitalar
Durante a apresentação do relatório, parlamentares citaram problemas estruturais em hospitais estaduais. Entre os casos mencionados:
- recipientes improvisados para coleta de urina;
- presença de fezes de roedores em áreas hospitalares;
- e superlotação em unidades do Recife.
A oposição informou que pretende encaminhar o material:
- ao Tribunal de Contas;
- Ministério Público;
- Conselho Regional de Medicina;
- e à própria Secretaria de Saúde.
Saúde virou centro do debate político
A saúde pública deve ocupar espaço central nas disputas políticas dos próximos anos em Pernambuco.
Problemas envolvendo:
- filas;
- superlotação;
- falta de estrutura;
- e pressão hospitalar;
continuam sendo temas que afetam diretamente a população.
E no Nordeste, poucas pautas possuem impacto tão imediato no cotidiano quanto saúde pública. Porque no fim das contas, o debate político muda rápido. Mas hospital lotado continua sendo um problema que ninguém consegue ignorar.
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