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Inverno 2026 pode começar sob influência do El Niño; veja os impactos previstos
30 de maio de 2026 / 18:53
Foto: Divulgação

O mês de junho pode marcar o início de uma mudança importante no comportamento climático global. Modelos meteorológicos e centros internacionais de monitoramento apontam aumento da probabilidade de formação do fenômeno El Niño ao longo das próximas semanas, cenário que pode influenciar diretamente o inverno de 2026 no Brasil.

Segundo projeções recentes acompanhadas pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a neutralidade climática observada atualmente no Oceano Pacífico pode começar a dar espaço ao aquecimento das águas superficiais, condição característica do El Niño.

Embora a consolidação completa do fenômeno ainda dependa da evolução dos próximos meses, meteorologistas já observam sinais que indicam uma possível mudança no padrão atmosférico durante o inverno e principalmente no segundo semestre de 2026.

Probabilidade de formação aumentou nas últimas semanas

Dados divulgados pelo Centro de Previsão Climática dos Estados Unidos (CPC/NOAA) e analisados pelo Inmet mostram que a chance de formação do El Niño aumentou significativamente para os próximos trimestres. As projeções apontam probabilidade superior a 60% entre maio, junho e julho, podendo ultrapassar 80% ao longo do segundo semestre.

O fenômeno ocorre quando há aquecimento anormal das águas do Pacífico Equatorial, alterando padrões de circulação atmosférica em diferentes regiões do planeta.

No Brasil, seus efeitos costumam ser percebidos de forma desigual entre as regiões, provocando impactos distintos sobre chuva, temperatura e disponibilidade hídrica.

O que pode acontecer com o Nordeste

Historicamente, anos sob influência do El Niño costumam apresentar redução das chuvas em partes do Norte e do Nordeste brasileiro, especialmente durante determinados períodos do ano.

Modelos climáticos internacionais já indicam tendência de precipitações abaixo da média em áreas do litoral nordestino e do interior da região caso o fenômeno se fortaleça ao longo de 2026.

Isso não significa ausência total de chuva, mas aumenta a preocupação de setores ligados ao abastecimento hídrico, agricultura e gestão de recursos naturais, especialmente em estados que ainda convivem com cenários recorrentes de estiagem.

Sul do Brasil pode enfrentar mais chuva

Enquanto parte do Nordeste costuma enfrentar redução das precipitações durante episódios de El Niño, o Sul do país geralmente apresenta comportamento oposto.

As projeções indicam possibilidade de aumento das chuvas em estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, elevando o risco de temporais, enchentes e eventos extremos associados ao excesso de precipitação.

Especialistas destacam que o acompanhamento contínuo dos modelos meteorológicos será fundamental nos próximos meses para avaliar a intensidade do fenômeno e seus impactos reais sobre cada região brasileira.

Inverno pode ser mais quente que a média

Além dos efeitos sobre a chuva, o El Niño também costuma influenciar as temperaturas.

As projeções atuais apontam tendência de inverno com temperaturas acima da média em grande parte do território nacional, incluindo áreas do Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste.

Mesmo assim, meteorologistas alertam que isso não elimina a possibilidade de episódios de frio intenso. Massas de ar polar ainda podem avançar pelo continente em determinados momentos, provocando quedas significativas de temperatura.

O que muda é a frequência desses eventos, que tende a ser menor em anos influenciados pelo fenômeno climático.

Com junho se aproximando, o comportamento do Oceano Pacífico passa a ser acompanhado com atenção por centros meteorológicos de todo o mundo. Caso as projeções se confirmem, o El Niño poderá se tornar um dos principais fatores climáticos de 2026, influenciando desde o regime de chuvas até a agricultura, a geração de energia e o abastecimento hídrico em diferentes regiões do Brasil.

Para mais notícias do EL Niño e de chuvas ou seca, acesse nossa editoria Cotidiano do Nordesteonline

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