
O mercado brasileiro de embalagens de papel alcançou em abril de 2026 o maior volume já registrado para o período, segundo levantamento da Associação Brasileira de Embalagens em Papel (Empapel). Foram comercializadas 358.786 toneladas no mês, resultado que representa crescimento de 5,5% em relação a abril de 2025 e avanço de 2,9% na comparação com março deste ano. O desempenho é considerado um importante indicador da atividade econômica, já que o consumo de embalagens acompanha diretamente a produção, distribuição e comercialização de mercadorias em diversos setores.
Crescimento acompanha expansão de setores estratégicos
De acordo com a Empapel, o resultado foi impulsionado pelo aquecimento de segmentos como alimentos, bebidas, varejo, logística, indústria de transformação e comércio eletrônico. O aumento da circulação de produtos em todo o país ampliou a demanda por embalagens de papel e papelão ondulado, utilizadas em praticamente todas as etapas da cadeia produtiva. O desempenho também acompanha o crescimento dos centros de distribuição e das operações de entrega, que seguem em expansão impulsionados pelo avanço do e-commerce e pela modernização logística em diversas regiões brasileiras.
Paraíba ganha relevância no mercado nordestino
No Nordeste, a expansão econômica tem contribuído para o fortalecimento do consumo de embalagens, especialmente em estados que vêm registrando crescimento urbano e atração de novos investimentos. Embora não exista um ranking oficial divulgado pelo setor, estimativas apontam que a Paraíba ocupa posição de destaque entre os maiores mercados consumidores da região. O avanço da construção civil em João Pessoa (PB) e Região Metropolitana, a expansão do comércio atacadista, da indústria alimentícia, do agronegócio e do comércio eletrônico ajudam a sustentar a demanda por embalagens utilizadas no transporte e armazenamento de mercadorias.
Setor acompanha transformação da economia regional
O crescimento das vendas de embalagens é visto pelo mercado como um reflexo direto da atividade econômica. Produtos dos segmentos alimentício, farmacêutico, de higiene pessoal, cosméticos, bebidas e varejo dependem fortemente desse tipo de material para distribuição e comercialização. Enquanto estados como Bahia (BA), Pernambuco (PE) e Ceará (CE) continuam liderando o consumo regional, a Paraíba amplia sua participação graças ao fortalecimento de sua infraestrutura logística, expansão do varejo e crescimento de setores produtivos. O recorde registrado em abril reforça a expectativa de continuidade dos investimentos em armazenagem, distribuição e transporte, atividades que seguem impulsionando a demanda por embalagens de papel em todo o Nordeste.
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