
Um estudante da Universidade Federal de Sergipe colocou o Nordeste brasileiro em destaque internacional ao conquistar o primeiro lugar em uma competição de inovação realizada em Paris. Erick Matheus Santos Morais, aluno de Engenharia Civil da universidade, venceu a categoria “Prix du projet innovation” no programa Chaire IdB 2026, promovido pela tradicional ESTP Paris, referência europeia em engenharia e construção civil.
O estudante sergipano foi o único representante estrangeiro da competição e enfrentou ainda o desafio de participar de apresentações e debates realizados majoritariamente em francês. O projeto liderado por Erick chamou atenção por unir engenharia estrutural, sustentabilidade, arquitetura paramétrica e impressão 3D em concreto.
Projeto utilizou impressão 3D e concreto de baixo carbono
A proposta desenvolvida pela equipe consistia na recuperação de uma antiga fábrica de linho na França utilizando técnicas avançadas de impressão 3D na construção civil. O projeto apresentou uma fachada inspirada nas ondulações do tecido de linho e no movimento das plantações, combinando modelagem matemática e design sustentável.
Outro diferencial foi o uso de concreto de baixo carbono produzido com materiais recicláveis, alinhado às novas exigências mundiais de redução das emissões de CO₂ no setor da construção civil.
Segundo Erick, o principal objetivo era transformar cálculos complexos em uma solução funcional, sustentável e visualmente inovadora. A proposta surpreendeu os jurados pela integração entre tecnologia, engenharia e arte.
Nordeste amplia presença internacional em inovação e tecnologia
A conquista reforça o crescimento das universidades federais nordestinas em áreas como engenharia, tecnologia sustentável, inteligência artificial e energias renováveis. Nos últimos anos, instituições da região vêm ampliando presença em programas internacionais e projetos ligados à inovação.
A participação de Erick aconteceu através do programa Brafitec, parceria entre Brasil e França voltada à formação de engenheiros com apoio da CAPES. O financiamento permitiu a permanência do estudante na França e o desenvolvimento da pesquisa.
E talvez exista algo simbólico nessa vitória. Durante muito tempo, inovação tecnológica de ponta parecia restrita aos grandes centros mundiais. Hoje, estudantes do Nordeste começam a mostrar que também conseguem disputar espaço nos ambientes mais competitivos da engenharia internacional.
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