João Pessoa 31.13 nublado Recife 31.02 nuvens dispersas Natal 28.12 nublado Maceió 31.69 nuvens dispersas Salvador 29.98 nublado Fortaleza 31.07 nuvens dispersas São Luís 31.11 chuva leve Teresina 32.84 nuvens dispersas Aracaju 31.97 algumas nuvens
publicidade
Fachin afirma que silêncio institucional pode valer mais que protagonismo individual
3 de junho de 2026 / 21:36
Foto: Divulgação

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, voltou a defender a adoção de regras mais claras de conduta para magistrados e afirmou que juízes devem atuar com prudência, serenidade e comedimento. A declaração foi feita durante a abertura do Congresso Internacional Estado de Direito e Ética Judicial, realizado no Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde o ministro destacou que a confiança da sociedade no Judiciário depende não apenas das decisões tomadas pelos magistrados, mas também de seu comportamento dentro e fora dos tribunais.

Imparcialidade e ética estão no centro da proposta

Durante o discurso, Fachin afirmou que a magistratura deve reforçar valores como equidistância, imparcialidade e integridade. Segundo o presidente do STF, o magistrado é observado constantemente pela sociedade, seja ao julgar, ao se manifestar publicamente ou mesmo ao optar pelo silêncio. O ministro argumentou que ética e direito são elementos inseparáveis e que crises institucionais podem surgir quando a técnica jurídica se distancia dos princípios éticos que devem orientar a atuação dos juízes.

Código de ética enfrenta debate dentro do Supremo

A proposta de criação de um código de ética específico para os ministros do STF vem sendo defendida por Fachin desde o início de sua gestão na presidência da Corte. A ministra Cármen Lúcia foi designada para elaborar uma proposta que deverá ser analisada pelos demais integrantes do tribunal. O tema, entretanto, ainda encontra resistências internas, principalmente em relação a regras sobre participação em eventos, palestras, transparência e outras atividades exercidas pelos magistrados fora do ambiente judicial.

Debate amplia discussão sobre confiança nas instituições

Ao abordar o tema, Fachin ressaltou que a autoridade de um juiz não decorre da frequência de suas manifestações públicas, mas da qualidade de suas decisões. O ministro também afirmou que a sociedade espera dos magistrados um comportamento compatível com a responsabilidade do cargo e defendeu que os integrantes do Judiciário atuem como “empreendedores da confiança”, fortalecendo a credibilidade institucional por meio de atitudes pautadas pela transparência, prudência e respeito aos princípios constitucionais. A discussão sobre o código de ética ocorre em um momento de intenso debate sobre a imagem e a confiança pública nas instituições brasileiras.

Para estas e outras notícias, acesse a nossa editoria Forró do Poder: Eleições 2026 do Nordeste Online.

publicidade
Copyright © 2025. Direitos Reservados.