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Operação milionária chama atenção do STF em investigação sobre esquema financeiro
3 de junho de 2026 / 22:00
Foto: Divulgação

Uma operação financeira de R$ 132,9 milhões passou a integrar as apurações relacionadas à Operação Compliance Zero e foi mencionada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, em decisão que determinou a prisão preventiva de Felipe Cançado Vorcaro. A transação envolveu a emissão de notas comerciais por uma empresa criada poucas semanas antes da operação e está sendo analisada pela Polícia Federal e por órgãos de controle financeiro.

Transação envolveu empresa criada semanas antes

Segundo informações citadas na investigação, a operação foi realizada em abril de 2026 por meio da Infrasolar, empresa constituída em março do mesmo ano. A companhia teria assumido uma dívida anteriormente vinculada à BRGD, empresa do setor de energia solar que já possuía obrigações financeiras junto ao BTG Pactual. Em sua decisão, André Mendonça destacou como um dos pontos analisados o fato de a empresa possuir capital social declarado de R$ 1 mil e, poucas semanas depois, participar de uma operação superior a R$ 132 milhões.

Caso é analisado dentro da Operação Compliance Zero

Felipe Cançado Vorcaro é apontado pela Polícia Federal como integrante do núcleo financeiro investigado na Operação Compliance Zero. A decisão do ministro menciona que os recursos captados por meio da operação podem ter relação com movimentações financeiras que estão sendo apuradas pelas autoridades. A investigação busca esclarecer a origem, a destinação e a finalidade dos valores envolvidos, além de verificar se houve utilização da estrutura empresarial para movimentações consideradas irregulares.

Banco não é investigado no caso

Até o momento, o BTG Pactual não figura como investigado na Operação Compliance Zero. Conforme informações divulgadas, a instituição financeira teria realizado uma reestruturação de crédito envolvendo empresas do setor de energia solar na tentativa de recuperar valores já emprestados anteriormente. A própria decisão judicial não atribui ao banco participação nas irregularidades investigadas. Paralelamente, o grupo ForGreen, ao qual a Infrasolar está vinculada, afirmou não possuir envolvimento com os fatos apurados e informou a adoção de medidas internas de governança após o avanço das investigações.

Investigações seguem em andamento

A Operação Compliance Zero continua em curso e já passou por diversas fases desde seu início. As autoridades apuram suspeitas relacionadas a crimes financeiros, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta e movimentações empresariais consideradas atípicas. Como as investigações ainda estão em andamento, os fatos seguem sob análise da Polícia Federal, do Ministério Público e do Supremo Tribunal Federal, sem conclusão definitiva sobre responsabilidades ou eventuais desdobramentos judiciais.

Para estas e outras notícias, acesse a nossa editoria Forró do Poder: Eleições 2026 do Nordeste Online.

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