
A Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) registraram queda no ranking Global 2000, divulgado pelo Centro para Rankings Universitários Mundiais (CWUR). Apesar do recuo na classificação internacional, as duas instituições continuam entre as 50 universidades brasileiras mais bem posicionadas na lista.
O levantamento avalia duas mil universidades em todo o mundo e considera indicadores ligados à educação, empregabilidade, qualidade do corpo docente e produção científica.
Queda acompanha cenário nacional
Segundo o CWUR, apenas cinco universidades brasileiras conseguiram melhorar suas posições em 2026.
Ao todo, 45 instituições do país perderam colocações, refletindo um cenário de maior competição internacional e dificuldades relacionadas ao financiamento da pesquisa científica.
A UFPB passou da posição 1.267 para a 1.284 no ranking global e aparece na 29ª colocação entre as universidades brasileiras avaliadas.
Já a UFCG passou da posição 1.930 para a 1.962, ocupando o 49º lugar entre as instituições nacionais presentes na lista.
Pesquisa científica pesa no desempenho
De acordo com o CWUR, a principal razão para o recuo das universidades brasileiras está na redução da competitividade da pesquisa científica frente a instituições internacionais que contam com maiores investimentos.
O presidente da organização, Dr. Nadim Mahassen, afirmou que a perda de posições reflete anos de financiamento insuficiente e menor valorização da ciência e da educação pública.
Segundo ele, esse cenário pode impactar diretamente a inovação, a produção científica e o desenvolvimento tecnológico do país.
Universidades mantêm relevância nacional
Mesmo com a queda registrada no ranking, tanto a UFPB quanto a UFCG seguem entre as principais instituições de ensino superior do Brasil.
A UFCG continua sendo referência em inovação, destacando-se nacionalmente pelo número de registros de patentes de invenção junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).
A UFPB, por sua vez, mantém reconhecimento acadêmico por sua produção científica e por contar com pesquisadores frequentemente citados entre os mais influentes em suas áreas de atuação.
A permanência das duas universidades entre as 50 melhores do país reforça a importância das instituições para a formação profissional, a pesquisa e o desenvolvimento do Nordeste.
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