
Durante a abertura da WTM Latin America 2026, realizada nesta terça-feira (14) em São Paulo, o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, destacou a importância da regionalização da malha aérea nacional para o desenvolvimento do setor. Segundo ele, a descentralização é um dos principais desafios atuais, e a regionalização funciona como um mecanismo eficaz para aumentar o fluxo de passageiros em regiões ainda pouco conectadas, especialmente no Nordeste. O ministro ressaltou que ampliar a conectividade aérea nessas áreas é fundamental para promover o turismo e fomentar a economia local.
Ele também ressaltou o papel das concessões aeroportuárias na ampliação da infraestrutura e na melhoria da conectividade. Um exemplo recente é o Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, arrematado pela empresa espanhola Aena por R$ 2,9 bilhões durante leilão na B3 realizado em 30 de março, com ágio de 210,88% sobre o lance mínimo. A Aena já administra seis aeroportos no Nordeste (Recife, Maceió, Aracaju, João Pessoa, Juazeiro do Norte e Campina Grande) e, com a incorporação do Galeão, passará a operar 18 unidades no Brasil. O investimento previsto para o Galeão é voltado para a melhoria da infraestrutura, com o objetivo de atrair mais voos, destinos e ampliar a conectividade aérea.
O ministro também destacou a importância de considerar as particularidades regionais no processo de regionalização da malha aérea. Citou, especialmente, o Nordeste como uma prioridade, mencionando a temporada das festas juninas como um fator que impulsiona a demanda turística regional. Ele afirmou que o governo busca dialogar com cada estado e município para desenvolver propostas que fortaleçam o turismo regionalmente.
Quanto ao desempenho do setor, Feliciano apontou a geração de mais de 2,3 milhões de empregos formais no turismo e recordes históricos de turistas estrangeiros e passageiros domésticos em 2025. Dados da Embratur reforçam a relevância do Nordeste, onde nove estados receberam 490.777 viajantes estrangeiros em 2025, com crescimento de 38,8% em relação ao ano anterior, evidenciando a necessidade de maior conectividade aérea na região.
Na mesma ocasião, o ministro abordou a pauta da reforma da jornada de trabalho no setor hoteleiro. Atualmente, a escala 6 por 1 permite que trabalhadores cumpram seis dias consecutivos de trabalho para um dia de folga, totalizando 44 horas semanais. O governo federal defende a redução para 40 horas semanais, garantindo dois dias de descanso por semana, o que pode oferecer mais qualidade de vida aos trabalhadores e beneficiar o turismo, possibilitando que as pessoas tenham mais tempo para lazer e viagens.
Feliciano participou da abertura do 1º WTM Latin America Ministers’ Summit, encontro inédito que reuniu autoridades de turismo de quase 10 países latino-americanos para discutir políticas públicas e o futuro do setor na região, reafirmando o compromisso do Brasil com o fortalecimento do turismo regional e da integração aérea.