
As capitais nordestinas Fortaleza, Recife e Salvador registraram as maiores variações regionais do IPCA-15 em maio de 2026, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Fortaleza liderou com alta de 0,93%, seguida por Salvador (0,69%) e Recife (0,66%).
No acumulado dos últimos 12 meses, Recife apresentou a maior inflação regional do país, com 5,51%, acima da média nacional de 4,64%.
Energia e alimentos pressionaram inflação
O aumento das tarifas de energia elétrica teve forte impacto no grupo habitação. Fortaleza registrou reajuste de 5,59%, Salvador de 4,78% e Recife de 3,86%.
Além disso, a implantação da bandeira tarifária amarela em maio também pressionou os custos para os consumidores brasileiros.
Os alimentos continuaram entre os principais responsáveis pela alta da inflação. Produtos como batata-inglesa, tomate, leite longa vida e carnes registraram aumentos expressivos durante o período.
Combustíveis aliviam parte da pressão econômica
Apesar da alta nos alimentos e energia, o grupo transportes apresentou queda de 0,33%, influenciado principalmente pela redução nos combustíveis.
O etanol caiu 2,73%, o óleo diesel recuou 2,04% e a gasolina teve redução de 1,32%. Já as passagens aéreas voltaram a subir após forte queda registrada em abril.
Nordeste sente peso maior da inflação
Os números mostram como o custo de vida segue pressionando principalmente as grandes capitais nordestinas, onde energia, alimentação e serviços básicos continuam pesando no orçamento das famílias.
Em um cenário de renda ainda pressionada e crescimento desigual, inflação elevada impacta diretamente consumo, comércio e economia popular da região.
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