
Entre 2016 e 2025, o número de brasileiros morando de aluguel ou em habitações alugadas aumentou 54,1%, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse crescimento foi mais expressivo do que o aumento de brasileiros com casa própria quitada, que subiu de 66,7 milhões para 79,3 milhões, contabilizando um aumento de 18,9% no período.
Além disso, os domicílios próprios financiados, ou seja, aqueles que ainda estão sendo pagos, também cresceram 31,2%, passando de 4,4 milhões em 2016 para 5,4 milhões em 2025. Do total de domicílios particulares permanentes registrados no Brasil, 82,7% (65,6 milhões) são casas, enquanto apartamentos representam 17,1% (13,6 milhões). No entanto, o número de apartamentos teve um crescimento significativo de 48,7% entre 2016 e 2025, enquanto o número de casas cresceu 14,2%.
De acordo com o analista da pesquisa, William Kratochwill, o aumento das unidades alugadas chama atenção, representando um crescimento de 5,4 pontos percentuais em comparação a 2016. Atualmente, quase um quarto dos domicílios brasileiros são alugados. Enquanto isso, a proporção de domicílios próprios ainda em financiamento apresentou pouca variação, crescendo de 6,2% para 6,8%. Por outro lado, a proporção de domicílios próprios já quitados diminuiu para 60,2%, uma queda de 6,6 pontos percentuais desde 2016.
Kratochwill ainda destacava uma tendência de crescimento na construção de apartamentos em comparação a casas, associada ao fato de que apartamentos, por serem menores, costumam ter preços mais acessíveis. Porém, a dificuldade para a população adquirir imóveis permanece apesar do aumento do rendimento ao longo dos últimos anos. O analista indicou que a dificuldade em comprar imóveis faz com que muitas pessoas optem pelo aluguel, seja porque crescem, casam ou passam a morar sozinhas.
O levantamento do IBGE também mostra que em 2025, 8,9% dos domicílios eram cedidos, enquanto outras formas de ocupação, como invasões, representavam apenas 0,3%. A pesquisa considerou somente domicílios particulares permanentes, ou seja, moradias ocupadas de forma contínua por pessoas ou famílias, desconsiderando os aluguéis por temporada.