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O que a Seleção Brasileira agora tem a ver com empreendedorismo?
28 de maio de 2026 / 21:22
Foto: Divulgação

A Confederação Brasileira de Futebol oficializou a nomeação do empresário Flávio Augusto da Silva como Embaixador Oficial da Seleção Brasileira para Pequenas e Médias Empresas (PMEs). O anúncio foi realizado poucos dias antes da Copa do Mundo FIFA 2026™ e marca uma nova estratégia da entidade para aproximar o futebol brasileiro do universo empreendedor.

A proposta busca abrir espaço para que pequenas e médias empresas tenham acesso a plataformas de relacionamento, visibilidade e patrocínio antes dominadas apenas por grandes corporações. A iniciativa amplia a presença da CBF no ambiente de negócios e fortalece conexões com marcas e empreendedores em diferentes regiões do país.

Paraíba amplia presença em ecossistema empresarial ligado ao futebol

Na Paraíba, o movimento já vinha acontecendo desde 2025 através da participação de empresários locais na Mentoring League Society, ambiente empresarial liderado por Flávio Augusto.

A conexão ocorre por meio do EquityClub, fundado pelos empresários Marcus Varandas e Jorge Gadelha em João Pessoa.

O grupo atua como hub de negócios voltado para governança, posicionamento empresarial e conexões estratégicas, aproximando empresários paraibanos de ambientes nacionais de networking e expansão corporativa.

Segundo Marcus Varandas, o futebol deixou de ser apenas entretenimento e passou a funcionar também como plataforma de influência econômica, relacionamento e geração de oportunidades empresariais.

Futebol vira plataforma de negócios e conexões

A estratégia da CBF reforça uma tendência cada vez mais forte no mercado brasileiro: a aproximação entre esporte, negócios, educação empresarial e construção de comunidades de alto relacionamento.

Dados da ABDI apontam que o futebol movimenta cerca de R$ 91,4 bilhões por ano no Brasil, o equivalente a aproximadamente 0,7% do PIB nacional.

Nesse cenário, pequenas e médias empresas começam a buscar inserção em ambientes antes restritos às grandes marcas, utilizando o esporte como ferramenta de posicionamento, networking e expansão comercial.

E talvez exista justamente aí uma das maiores mudanças silenciosas do futebol brasileiro moderno: enquanto a paixão segue nas arquibancadas, fora delas o esporte se consolida cada vez mais como ecossistema de negócios, influência e conexão empresarial.

Mais notícias sobre economia, empreendedorismo e inovação estão disponíveis na editoria de Economia do Nordeste Online.

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