
A influência nacional promete ser o fiel da balança na disputa pelo Palácio do Campo das Princesas. Segundo a nova pesquisa Quaest Pernambuco 2026, divulgada nesta terça-feira (28), a “força do Lulinha” segue em alta no estado: quase metade dos eleitores (47%) afirma que prefere um próximo governador que seja aliado direto do presidente Lula (PT).
A polarização e o desejo por independência
O levantamento contratado pela Genial Investimentos mostra um cenário onde a polarização ainda dita o ritmo, mas abre espaço para novas vias. Enquanto 17% dos pernambucanos buscam um nome aliado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, uma fatia considerável de 30% prefere um candidato independente.
Para os analistas, esse grupo de “independentes” pode ser o grande diferencial em um segundo turno, especialmente em um estado com histórico de forte militância progressista, mas que recentemente elegeu uma governadora fora do eixo PT-PSB.
A margem de erro da pesquisa é de 3 pontos percentuais, o que coloca os candidatos e estrategistas em alerta máximo para o início das movimentações de bastidores neste semestre.
João Campos ou Raquel Lyra? A confusão dos apoios
Um dado curioso da pesquisa Quaest Pernambuco 2026 é como o eleitor enxerga o alinhamento das atuais lideranças. O prefeito do Recife, João Campos (PSB), é identificado por 47% como o nome de Lula no estado. Já a governadora Raquel Lyra (PSD) aparece com 12% nessa percepção.
Do outro lado, o campo bolsonarista vive um “apagão” de identidade: 76% dos entrevistados não sabem quem será o representante de Bolsonaro na disputa. Raquel Lyra é citada por 13% como ligada ao ex-presidente, enquanto Anderson Ferreira (PL) soma 6%.
Essa indefinição sobre quem é “o candidato de quem” mostra que as alianças formais e a propaganda eleitoral terão um papel decisivo para esclarecer o tabuleiro político ao longo dos próximos meses.
Análise: O peso do “fator Lula” em Pernambuco
Felipe Nunes, diretor da Quaest, reforça que a aliança com Lula é, hoje, o ativo mais valioso da política pernambucana. No entanto, o alto índice de desconhecimento sobre o candidato bolsonarista abre um vácuo perigoso para a direita.
Para o eleitor do interior e da Região Metropolitana, a memória das gestões petistas e a entrega de obras federais são os principais motores dessa preferência. A grande pergunta é: quem conseguirá colar sua imagem à de Lula com mais eficiência até o dia da votação?
Com o registro PE-08904/2026 no TSE, os números confirmam que Pernambuco continua sendo um território estratégico para as pretensões nacionais de 2026.