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Pesquisa Quaest: 47% dos eleitores de Pernambuco querem governador aliado de Lula em 2026
29 de abril de 2026 / 13:32
Foto: Reprodução

A influência nacional promete ser o fiel da balança na disputa pelo Palácio do Campo das Princesas. Segundo a nova pesquisa Quaest Pernambuco 2026, divulgada nesta terça-feira (28), a “força do Lulinha” segue em alta no estado: quase metade dos eleitores (47%) afirma que prefere um próximo governador que seja aliado direto do presidente Lula (PT).

A polarização e o desejo por independência

O levantamento contratado pela Genial Investimentos mostra um cenário onde a polarização ainda dita o ritmo, mas abre espaço para novas vias. Enquanto 17% dos pernambucanos buscam um nome aliado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, uma fatia considerável de 30% prefere um candidato independente.

Para os analistas, esse grupo de “independentes” pode ser o grande diferencial em um segundo turno, especialmente em um estado com histórico de forte militância progressista, mas que recentemente elegeu uma governadora fora do eixo PT-PSB.

A margem de erro da pesquisa é de 3 pontos percentuais, o que coloca os candidatos e estrategistas em alerta máximo para o início das movimentações de bastidores neste semestre.

João Campos ou Raquel Lyra? A confusão dos apoios

Um dado curioso da pesquisa Quaest Pernambuco 2026 é como o eleitor enxerga o alinhamento das atuais lideranças. O prefeito do Recife, João Campos (PSB), é identificado por 47% como o nome de Lula no estado. Já a governadora Raquel Lyra (PSD) aparece com 12% nessa percepção.

Do outro lado, o campo bolsonarista vive um “apagão” de identidade: 76% dos entrevistados não sabem quem será o representante de Bolsonaro na disputa. Raquel Lyra é citada por 13% como ligada ao ex-presidente, enquanto Anderson Ferreira (PL) soma 6%.

Essa indefinição sobre quem é “o candidato de quem” mostra que as alianças formais e a propaganda eleitoral terão um papel decisivo para esclarecer o tabuleiro político ao longo dos próximos meses.

Análise: O peso do “fator Lula” em Pernambuco

Felipe Nunes, diretor da Quaest, reforça que a aliança com Lula é, hoje, o ativo mais valioso da política pernambucana. No entanto, o alto índice de desconhecimento sobre o candidato bolsonarista abre um vácuo perigoso para a direita.

Para o eleitor do interior e da Região Metropolitana, a memória das gestões petistas e a entrega de obras federais são os principais motores dessa preferência. A grande pergunta é: quem conseguirá colar sua imagem à de Lula com mais eficiência até o dia da votação?

Com o registro PE-08904/2026 no TSE, os números confirmam que Pernambuco continua sendo um território estratégico para as pretensões nacionais de 2026.

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