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Pesquisadores da Uema investigam risco de meningite por caracol africano em São Luís
4 de maio de 2026 / 10:02

Casos de caracol africano voltaram a surgir em São Luís e geram preocupação constante entre os moradores da Grande Ilha. Diante deste cenário, pesquisadores da Universidade Estadual do Maranhão (Uema) coletaram mais de 400 exemplares do molusco para analisar uma possível contaminação pelo verme causador da meningite eosinofílica. A equipe enviará as amostras para análise detalhada na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro.

A presença dos caracóis africanos causa apreensão especialmente nos bairros Olho d’Água, Renascença e Cohab, além do Araçagi, em São José de Ribamar. Os moradores relatam dificuldades para controlar a disseminação, problema que o descuido com terrenos baldios e quintais acaba agravando. Segundo especialistas, o molusco atua como vetor da meningite eosinofílica, doença que provoca sintomas graves como dor de cabeça intensa, febre e confusão mental. O professor Ferdinan explica que as larvas do verme podem migrar para o tecido cerebral e causar inflamações severas e potencialmente fatais.

Histórico da espécie e cuidados necessários

O caramujo africano (Achatina fulica) entrou ilegalmente no Brasil na década de 1980 como uma alternativa ao escargot. Sem predadores naturais, a espécie se espalhou rapidamente por diversas regiões do país devido à facilidade de adaptação ao clima tropical. Quintais e terrenos urbanos abandonados oferecem o ambiente ideal para a reprodução do caracol, que consegue depositar entre 200 e 400 ovos por vez.

O infectologista Daniel Wagner destaca que existe tratamento com antiparasitários específicos para combater o verme, mas reforça a necessidade de um diagnóstico prévio em unidade hospitalar. Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde de São Luís (Semus) informou que realiza ações de monitoramento, inspeção e eliminação dos moluscos. A prefeitura orienta que a população comunique a Divisão de Controle Vetorial ao identificar focos de infestação para garantir a segurança coletiva.

Para mais informações sobre prevenção e características de doenças tropicais, acesse o portal oficial da Fiocruz.

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